"Não é nada amigável"
José Abraão, dirigente sindical da FESAP, sobre o programa de rescisões amigáveis na Administração Pública.
Correio da Manhã – Como encara o programa de rescisões amigáveis no Estado?
José Abraão – O secretário de Estado revelou-nos que o objetivo é reduzir entre 5 a 15 mil funcionários públicos por esta via. A questão que fica é até que ponto – para cumprir esta meta – as rescisões não degeneram para algo nada amigável.
Não será então interessante para os funcionários analisar a proposta do Governo?
Os trabalhadores do Estado são pessoas qualificadas que sabem analisar as propostas. Mas queremos avisar que o Governo vende isto como se fosse uma galinha de ovos de ouro quando não o é. A política do Executivo é: se rescindirem agora ainda levam qualquer coisinha, lá para a frente pode ser pior. É a estratégia do medo.
Os serviços da Função Pública têm capacidade para trabalhar com menos pessoal?
Há serviços que já não têm pessoas e ainda querem reduzir gente. Por exemplo no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e no Instituto da Segurança Social foram identificados 6300 técnicos para receberem informação por carta sobre a rescisão. Faz sentido?
Acredita no sucesso do programa?
Não. As pessoas só querem trabalhar.
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