Líderes mundiais reagem à morte de Fidel Castro

Antigo presidente cubano desapareceu aos 90 anos.

26 de novembro de 2016 às 07:06
Fidel Castro, Cuba, morte Foto: Reuters
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O Presidente do México, Enrique Peña Nieto, lamentou hoje o desaparecimento do líder da revolução cubana Fidel Castro, que morreu na sexta-feira aos 90 anos, descrevendo-o como uma "referência emblemática do século XX".

"Fidel Castro foi um amigo do México, promotor de uma relação bilateral baseada no respeito, no diálogo e na solidariedade", escreveu Enrique Peña Nieto numa segunda mensagem publicada na sua conta na rede social Twitter.

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Fidel Castro morreu na noite de sexta-feira e o seu corpo vai ser cremado às primeiras horas de, hoje em conformidade com a sua vontade, de acordo com o anúncio feito pelo seu irmão e Presidente cubano, Raúl Castro, na televisão estatal.

Presidente do Equador lamenta morte de "um grande"

O Governo do Equador qualificou o histórico líder cubano Fidel Castro, que morreu na sexta-feira aos 90 anos, como "um grande".

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"Foi-se um grande. Morreu Fidel. Viva a Cuba! Viva à América Latina!", escreveu o Presidente do Equador, Rafael Correa, no Twitter.

Fidel Castro morreu na noite de sexta-feira e o seu corpo vai ser cremado hoje em conformidade com sua a vontade, segundo anunciou o seu irmão e Presidente cubano, Raúl Castro, na televisão estatal.

Maduro diz que revolucionários do mundo devem seguir o seu legado

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O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou hoje após a morte de Fidel Castro que cabe a todos os revolucionários do mundo "seguirem o seu caminho".

Em mensagens publicadas no 'Twitter', Nicolás Maduro afirmou que o líder cubano e o venezuelano Hugo Chávez "deixaram aberto o caminho" para a libertação dos povos.

O chefe de Estado venezuelano indicou ainda ter falado já com o seu homólogo cubano, Raúl Castro, a quem transmitiu "solidariedade e amor ao povo de Cuba face à partida do Comandante Fidel Castro".

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Uruguai decreta um dia de luto nacional

O governo do Uruguai decretou para domingo um dia de luto nacional pela morte do líder cubano Fidel Castro, anunciaram hoje fontes oficiais do executivo.

A bandeira nacional vai permanecer a meia haste em todos os edifícios públicos, incluindo quartéis, bases aéreas, embaixadas ou representações diplomáticas no estrangeiro.

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O presidente do Uruguai, Tabaré Vásquez, que está em Espanha numa visita oficial, lamentou a morte de Fidel Castro e transmitiu as suas condolências ao povo de Cuba e à família do dirigente político.

"Morreu um gigante da História da Humanidade", diz PR boliviano

O Presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje sentir uma "profunda dor" pela morte do líder cubano Fidel Castro, considerando-o "um gigante da História da Humanidade".

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"Estou a expressar a nossa profunda dor. Dói, realmente, a partida do comandante, do gigante da História da Humanidade", referiu Morales, em declarações telefónicas ao canal Telesur, citadas pela agência EFE.

Em Montevideu, numa mensagem publicada no sítio da Presidência, o chefe de Estado do Uruguai, Tabaré Vásquez, lamentou a morte de Fidel Castro, transmitindo as condolências ao povo cubano e à família do líder cubano, que faleceu sexta-feira à noite em Cuba, aos 90 anos

"É um acontecimento triste", limitou-se a escrever Vásquez, que começou na sexta-feira, em Madrid, uma digressão de 13 dias a quatro Estados europeus, que, além de Espanha, o levará ao Vaticano, Áustria e França.

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Em La Paz, o chefe de Estado boliviano, que foi um aliado e amigo de Castro, também enviou condolências e solidariedade ao povo cubano e a "todos os povos anti-imperialistas do mundo".

Morales, no poder na Bolívia desde 2006, destacou que o líder da Revolução Cubana ensinou os revolucionários "a nunca se renderem" e a "levantarem a voz contra quem tem políticas de dominação".

O Presidente da Bolívia, país que recebeu ajuda de Cuba sobretudo nas áreas da educação e saúde, considerou também que Castro "foi o único irmão, companheiro, que praticou a solidariedade com todos os povos do mundo".

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Morales relembrou uma conversa de cinco a seis horas mantida com Castro e que, quando esperava que Havana fosse oferecer armas para a revolução boliviana, o líder cubano recomendou maior investimento na educação e na saúde e torná-las gratuitas.

"Fidel é o único homem do mundo com tantos princípios e com tantos valores. Fez tanta história, não somente em Cuba, mas em todo o Mundo. Isso é o socialismo", sustentou, assegurando que "nunca mais haverá um homem" como o líder cubano, que "deu a vida, conhecimento e luta em defensa do povo cubano e dos povos do mundo".

O Presidente boliviano garantiu que irá estar presente nas homenagens a Castro a realizar em Cuba.

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Governo português lamenta morte e salienta figura que marcou século

O Governo português lamentou hoje a morte do antigo Presidente cubano Fidel Castro, sublinhando que é uma figura que "marcou o século XX" e que "a História avaliará" o seu papel.

"O Governo português apresenta as condolências ao presidente Raul Castro, irmão de Fidel Castro, à família e a todo o povo cubano", disse à agência Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

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"É uma personalidade histórica de Cuba cuja morte devemos lamentar", considerou o ministro.

Santos Silva referiu que "a História avaliará os méritos e os deméritos do papel de Fidel Castro e da natureza do regime".

Questionado se prevê alguma abertura do regime cubano no futuro, o chefe da diplomacia portuguesa disse não prever "nenhuma evolução súbita da situação em Cuba", mas referiu esperar que Raul Castro "continue este caminho de abertura e de diálogo que possa levar a que, tão cedo quanto possível, seja levantado o bloqueio norte-americano a Cuba".

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A transição do poder de Fidel para o seu irmão Raul "foi bastante bem feita e natural", até porque o atual Presidente cubano já exercia funções no Governo de Cuba, comentou o ministro.

Santos Silva salientou a amizade que Fidel Castro tinha pelos portugueses, recordando as suas origens galegas.

O antigo líder cubano "sempre teve palavras de muito apreço pelos portugueses", disse o ministro, que notou que o Presidente português deve ter sido das últimas personalidades a contactar pessoalmente com Fidel Castro, no encontro que os dois mantiveram durante a visita oficial de Marcelo Rebelo de Sousa a Cuba, no final de outubro.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros salientou que Portugal e Cuba têm "boas relações políticas".

Portugal tem "um interesse muito próprio" no desenvolvimento da cooperação com a América Latina e com as Caraíbas, e Cuba "sempre foi um ponto de facilitação desse relacionamento", referiu.

O ministro dos Negócios Estrangeiros comentou também que algumas empresas portuguesas "foram das primeiras a beneficiar de desenvolvimentos em matéria económica do lado de Cuba".

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Santos Silva disse não estar ainda definida a forma como Portugal se fará representar no funeral de Fidel Castro.

Ferro Rodrigues envia condolências a cubanos

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, realçou hoje o papel de Fidel Castro na história do século XX e dirigiu os seus sentimentos aos cubanos que lamentam a morte do líder político cubano.

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Eduardo Ferro Rodrigues enviou uma mensagem de condolências à Embaixada de Cuba em Lisboa pela morte de Fidel Castro.

"Nesta mensagem que lhe dirijo, quero deixar registado o papel de Fidel Castro na história do século XX", refere o responsável político português.

"Endereço ainda os meus sentimentos a todos os cubanos que lamentam o seu desaparecimento", acrescenta Eduardo Ferro Rodrigues.

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Grupo de cubanos em Portugal lamenta perda do "homem mais amado pelo povo"

A associação dos cubanos residentes em Portugal transmitiu hoje "profunda dor" pela morte do líder Fidel Castro que dizem ser o "homem mais amado pelo povo cubano" e um "grande mestre e dirigente".

Na mensagem divulgada, assinada pelo coordenador do 'Colectivo de Cubanos Residentes en Portugal', Victor Guerra, é referido que "partiu o seu corpo [de Fidel Castro] mas ficam para sempre na memória dos povos as suas ideias e o seu exemplo de revolucionário".

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O histórico líder cubano, Fidel Castro, morreu na noite de sexta-feira, 25 de novembro, aos 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Portugal continental) e já foram várias as reações e condolências apresentadas por diversos líderes políticos mundiais.

"Com profunda dor, os cubanos residentes em Portugal despertaram com a notícia do falecimento do homem mais amado pelo povo cubano, respeitado pelos seus inimigos e admirado por aqueles que têm como seu ideal a construção de um mundo melhor: o Comandante Fidel Castro", refere a mensagem.

No texto, com a expressão de despedida "Hasta sempre Comandante", é apontado que "esta geração de cubanos que vive em Portugal sente a dor da perda de um grande mestre e dirigente".

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"Já não pertence a Cuba mas à Humanidade", acrescenta este grupo de cubanos.

Antigo líder cubano fez do mundo um lugar melhor

A embaixadora de Cuba em Portugal, Johana Tablada de la Torre, considerou hoje que Fidel Castro "fez do mundo um lugar melhor", destacando o seu contributo para as causas da Humanidade.

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"Foi um homem que inspirou a muitas outras pessoas a defesa dos valores pelos quais lutou, como a justiça, a solidariedade, o combate à pobreza e é por isso que eu digo que Fidel Castro fez do mundo um lugar melhor", afirmou à agência Lusa Johana Tablada de la Torre.

"Estamos muito tristes porque perdemos Fidel Castro, mas não só é uma perda para o povo de Cuba, mas uma perda pessoal para a grande maioria dos cubanos", declarou a embaixadora, salientando que o contributo para Cuba começou "com a conquista da soberania e independência, com a Revolução de 1959".

Johana Tablada de la Torre referiu que sente "uma profunda admiração, gratidão e orgulho pelo contributo de Fidel Castro para Cuba e, também, para a América Latina", assim como para as "melhores causas da Humanidade, como a Paz, a luta contra as desigualdades sociais, a promoção da solidariedade e a defesa do planeta".

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"Foram estas as suas grandes causas", salientou a embaixadora, referindo-se a Fidel Castro como um "homem extraordinário que marcou profundamente uma época, com enorme impacto não só em Cuba, mas um pouco por todo o mundo".

Para a embaixadora, Fidel Castro "é uma pessoa que não vai morrer com o seu desaparecimento físico, porque o seu legado, os valores que defendeu, vão continuar a inspirar todos aqueles que querem trabalhar por um mundo melhor".

Johana Tablada de la Torre agradeceu ainda as "muitas mostras de carinho e solidariedade" que a Embaixada de Cuba em Portugal está a receber, "através de telefonemas, 'emails' e outras mensagens de condolências".

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"Estou muito comovida", acrescentou.

Gorbachev elogia líder histórico pelos seus 90 anos a fortalecer Cuba

O antigo líder soviético Mikhail Gorbachev saudou hoje Fidel Castro, o ícone socialista cubano que chegou aos 90 anos para "fortalecer" a sua nação insular.

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"Fidel levantou-se e fortaleceu o seu país durante o mais severo bloqueio norte-americano, quando houve uma pressão colossal sobre si e ainda assim levou o seu país para fora deste bloqueio, num caminho de desenvolvimento independente", disse Gorbachev, citado pela agência de notícias Interfax.

Uma delas foi também a do Governo indiano que lamentou a morte do líder cubano Fidel Castro, líder que lembra como um "grande amigo" do país e "uma das figuras mais icónicas do século XX".

"Envio as minhas mais profundas condolências ao Governo e ao povo de Cuba pelo triste desaparecimento de Fidel Castro. Que a sua alma descanse em paz", escreveu o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, na conta da rede social Twitter, onde descreveu a morte do líder cubano como um "momento trágico".

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Outras personalidades políticas do país expressaram igualmente a sua consternação pela morte de Fidel Castro, que foi hoje anunciada pelo seu irmão, o Presidente Raúl Castro, na televisão estatal.

"Condolências de coração pelo triste desaparecimento do líder revolucionário de Cuba, ex-presidente de Cuba e amigo da Índia, Fidel Castro", disse o presidente da Índia, Rashtrapati Bhavan, numa mensagem também divulgada através do Twitter.

Rajoy e Holande lembram "figura histórica" que "encarnou revolução"

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O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e o presidente francês, François Hollande, lamentaram a morte de Fidel Castro que lembram respetivamente como "figura de importância histórica" e alguém que "encarnou a Revolução Cubana", com as suas "esperanças" e "desilusões".

"Apresento as minhas condolências ao Governo e às autoridades cubanas pela morte do ex-presidente Fidel Castro, uma figura de importãncia histórica", escreveu o líder do executivo espanhol, Mariano Rajoy, na sua conta do Twitter.

Por sua vez, François Hollande afirmou que Fidel Castro "encarnou a Revolução Cubana", nas suas "esperanças" e "desilusões".

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"Fidel Castro tinha encarnado a revolução cubana, nas esperanças que a mesma criou, seguida pelas desilusões que causou", disse Hollande, em comunicado.

"Ator da Guerra Fria (...) ele sabia que representava para os cubanos o orgulho da rejeição do domínio estrangeiro", acrescentou.

Ainda de Espanha veio também a reação do ex-secretário-geral do PSOE Pedro Sánchez que afirmou que com a morte de Fidel Castro "acaba uma época" e enviou "um abraço ao povo cubano pela marcha em direção à liberdade e democracia", num tweet.

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Igualmente o líder do partido Esquerda Unida, Alberto Garzón, classificou o líder da revolução cubana como "um ponto de referência do socialismo e das causas dos oprimidos", afirmando num tweet: "O seu pensamento e o seu exemplo sobrevive".

Fidel Castro "foi uma daquelas pessoas que desafiou os estabelecidos, impulsionado por um sonho: um mundo mais justo, uma sociedade sem classes", afirmou.

A Esquerda Unida também envia pela conta do Twitter "os maiores abraços ao povo irmão de Cuba".

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"Até à vitória sempre, camarada Fidel Castro", escreve.

Podemos envia "um abraço fraterno ao povo cubano"

A porta-voz adjunta do Podemos no Congresso dos Deputados em Espanha, Irene Montero, enviou hoje "um abraço fraterno ao povo cubano, que hoje disse: até sempre Fidel [Castro]".

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A deputada de esquerda fez estas afirmações na rede social Twitter, onde colocou também um vídeo com a canção "Por quem merece amor", do cantor cubano Silvio Rodríguez.

A assembleia de representantes eleitos da Candidatura de Unidade Popular (CUP), reunida hoje em Sant Celoni, município na província de Barcelona, fez um minuto de silêncio em homenagem ao líder da revolução cubana, Fidel Castro.

Durante a homenagem, os membros da CUP, grupo independentista de Catalunha, permaneceram de pé e alguns deles levantaram o braço com o punho fechado, enquanto uma grande bandeira cubana foi projetada no palco.

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Além disso, o presidente do grupo Catalunya Si que es Pot (CSQP) no Parlamento, Lluís Rabell, e o coordenador-geral da EUiA, Joan Josep Nuet, elogiaram a figura do falecido líder da revolução cubana e asseguraram que o seu legado será lembrado na história.

Bélgica e Holanda referem importância da figura e défice de direitos humanos

O primeio-ministro belga, Charles Michel, e o holandês, Mark Rutte, assinalaram hoje a importância da figura do líder cubano Fidel Castro na história do século XX, mas também o défice de direitos humanos enquanto esteve no poder.

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"Com o desaparecimento de Fidel Castro, passa-se, sem dúvida, uma página importante na história política mundial", defendeu Charles Michel, em comunicado, realçando o "fim definitivo da Guerra Fria que tanto dividiu os povos no século passado".

O governante belga espera que o percurso político de Fidel Castro possa "ser estudado no seu justo valor", sem esquecer que foi acusado por uma parte dos cubanos e da comunidade internacional de ter suprimido liberdades económicas e políticas no seu país.

Charles Michel salientou os "sinais de abertura" iniciados pelo presidente cubano, Raúl Castro, e pelo seu homólogo norte-americano, Barack Obama, em 2014, no sentido de normalizar as suas relações, depois de mais de 50 anos de afastamento.

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Realçou, no entanto, que será necessário que os EUA levantem o embargo económico que mantêm relativamente a Cuba.

"Fidel Castro foi um dos rostos mais destacados do século XX, escreveu a história do mundo", apontou o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, segundo a agência do seu país, a ANP.

O responsável político da Holanda sublinhou que a influência de Fidel Castro se estende por um período que abrange a crise dos mísseis no ponto mais crítico da Guerra Fria, mas também o "aperto de mãos entre o seu irmão Raúl e o presidente Obama".

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Mark Rutte não deixou de referir igualmente "violações graves dos direitos humanos", durante o governo de Fidel Castro.

MNE britânico fala do "fim de uma era para Cuba"

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Boris Johnson, disse hoje que a morte de Fidel Castro "marca o fim de uma era para Cuba", enquanto o líder da oposição, Jeremy Corbyn, considerou Castro uma "enorme figura".

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"A morte de Fidel Castro marca o fim de uma era para Cuba e o começo de uma nova era para o povo de Cuba" declarou aos media britânicos o conservador Boris Johnson.

O líder trabalhista (esquerda) Jeremy Corbyn destacou o "heroísmo" do comandante da revolução cubana, que morreu na noite de sexta-feira aos 90 anos, e as mudanças que introduziu no país.

"A história mostrará que Castro foi uma figura chave", afirmou Jeremy Corbyn.

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África do Sul destaca ajuda na luta contra o 'apartheid'

O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, enviou hoje uma mensagem de condolências ao governo e ao povo de Cuba, no seguimento da morte de Fidel Castro, lembrando o papel do 'Comandante' na luta contra o 'apartheid'.

"O Presidente Castro identificou-se com a nossa luta contra o 'apartheid' [segregação racial], inspirou o povo cubano a juntar-se na nossa guerra; o povo cubano, sob a liderança do Presidente Castro, juntou-se à nossa luta", disse o Presidente Zuma no sábado.

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O histórico líder cubano morreu esta madrugada aos 90 anos, e as reações dos líderes mundiais têm-se multiplicado nas últimas horas.

"Como forma de mostrar a nossa homenagem à memória do Presidente Castro, os fortes laços de solidariedade, cooperação e amizade que existem entre a África do Sul e Cuba devem ser mantidos e acarinhados", disse o Presidente sul-africano, citado pela agência de notícias local.

Presidente chinês diz que Fidel "viverá eternamente"

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O presidente chinês Xi Jinping declarou hoje que Fidel Castro "viverá eternamente", numa mensagem lida na televisão após o anúncio da morte do líder cubano.

"O povo chinês perdeu um camarada bom e sincero", declarou Xi na mensagem, lida na abertura do jornal da noite no principal canal de televisão nacional.

"O camarada Castro viverá eternamente", acrescentou o presidente Xi, que é também secretário-geral do Partido Comunista chinês.

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A ligação entre a China e Cuba fortaleceu-se especialmente após o colapso da União Soviética, o maior patrocinador de Fidel Castro.

Um comentário na Televisão Central Chinesa (CCTV) dizia hoje que Cuba foi "o primeiro país no hemisfério ocidental" a estabelecer relações diplomáticas com Pequim.

"Fidel Castro admirava Mao Tsé-Tung e... lamentava não o ter conhecido", acrescentava o comentário, que descreveu as duas nações como "bons camaradas".

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Castro visitou a China pela primeira vez em 1995.

Putin classificou líder cubano como símbolo de uma época histórica

O presidente russo, Vladimir Putin, classificou hoje o líder cubano Fidel Castro, que morreu na noite de sexta-feira, aos 90 anos, como um símbolo de uma época da história contemporânea.

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"A Cuba livre e independente que criou juntamente com os seus correligionários converteu-se num elemento influente da comunidade internacional e serviu de exemplo inspirador para muitos povos e países", salienta o presidente russo num telegrama enviado ao presidente cubano Raul Castro e divulgado pelo Kremlin.

"O nome deste distinto homem de estado é corretamente considerado o símbolo de uma era na história moderna mundial", salienta o presidente russo.

Fidel Castro "foi um sincero e confiável amigo da Rússia", acrescenta Vladimir Putin que considera que líder cubano "deu a sua vida" pelos seus ideais.

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"A sua memória vai ficar para sempre nos corações de todos os cidadãos da Rússia", refere ainda Vladimir Putin.

Morte "encerra capítulo importante da história latinoamericana"

O Governo da Argentina considerou hoje que a morte do histórico líder cubano Fidel Castro "encerra um capítulo importante da história latino-americana", através de uma mensagem colocada na rede social Twitter.

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Recorrendo a esta rede social, a chanceler argentina, Susana Malcorra, transmitiu também as suas condolências à família do antigo líder cubano, "ao governo e ao povo de Cuba".

"Legado será julgado pela História" - Comissão Europeia

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou hoje que com a morte do histórico líder cubano Fidel Castro o "mundo perde um herói para muitos" e que o seu "legado será julgado pela História".

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"Com a morte de Fidel Castro, o mundo perdeu um homem que foi um herói para muitos. Alterou o rumo do seu país e a sua influência chegou muito mais além", lê-se num comunicado assinado pelo chefe do executivo europeu, referindo que o legado desta "figura revolucionária do século XX" irá ser "julgado pela História".

Juncker caracterizou ainda Fidel como "uma das figuras históricas do século passado e personificou a revolução cubana" e enviou as condolências ao atual chefe de Estado de Cuba, Raúl Castro, à família e ao "povo de Cuba".

Numa nota divulgada em espanhol, a chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini indicou que a Europa "continuará a avançar com o seu forte compromisso com Cuba".

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A vice-presidente da Comissão Europeia começou por transmitir os "mais sentidos pêsames" ao irmão Raul, familiares e amigos do falecido Fidel Castro para depois caracterizar Fidel como um "homem decidido e também uma grande figura histórica".

"Morreu num momento de grandes desafios e incertezas, assim como de grandes alterações no seu país", acrescentou a italiana, que recordou o acordo de diálogo político e cooperação alcançado na passada primavera.

"A UE iniciou um novo capítulo nas já estreitas relações com o povo cubano. A UE continuará a avançar no seu forte compromisso com Cuba", rematou.

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O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, tinha referido, na rede social Twitter, que a "União Europeia está com o povo cubano olhando para o futuro", numa mensagem escrita em espanhol.

"Fidel Castro marcou Cuba, a América Latina e a política global. Encerra-se um capítulo da História. A UE está com o povo cubano olhando para o futuro", escreveu o político alemão.

Ban Ki-moon deseja que Cuba continue a avançar

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou os avanços registados em Cuba durante o governo de Fidel Castro e fez votos para que a ilha "continue a avançar no caminho das reformas e em direção a uma maior prosperidade".

"Neste momento de luto nacional, ofereço ao povo da ilha o apoio firme das Nações Unidas para continuar a trabalhar juntos", disse Ban numa declaração feita no Turquemenistão, onde se encontra em visita oficial, e divulgada pelo gabinete de imprensa da ONU.

Na declaração, o secretário-geral da ONU enviou as suas "sinceras condolências" ao povo de Cuba e à família de Fidel Castro, "particularmente ao presidente Raúl Castro".

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Acordo de Paz colombiano é homenagem a líder cubano

O comandante das FARC-EP, Ivan Marquez, afirmou que Fidel Castro é "o revolucionário mais admirável do século XX" e acrescentou que o recente Acordo de Paz na Colômbia é uma "homenagem" ao líder histórico da Revolução Cubana.

"Partiu Fidel, o revolucionário mais admirável do século XX e o firmamento conta com mais uma estrela da humanidade", escreveu o porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) na sua conta do Twitter.

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"Obrigado Fidel pelo seu imenso amor à Colômbia. Que o Acordo de Paz de Havana possa constituir a nossa homenagem. (Fidel) Continua vivo na esperança dos pobres e de todos os que sonham com um mundo melhor", sublinhou Marquez noutro comentário.

Na mesma rede social, vários políticos colombianos, como a ex-congressista Piedad Córdoba, lamentaram também o falecimento, sexta-feira, do fundador do processo de alterações em Cuba, conhecido como "Revolução Cubana".

"Comandante Fidel Castro: o senhor não só escreve a História como é a própria História", escreveu Piedad Córdoba, a conhecida defensora dos Direitos Humanos.

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"A paz pousava no seu ombro. A Colômbia agradece aos irmãos cubanos por permitirem encerrar um ciclo de sangue e dor. 'Hasta Siempre comandante!!!´'", escreveu, por seu Aldo, o movimento Poder Cidadão.

Por seu lado, a Plataforma Patriótica colombiana, através do seu porta-voz David Flores, também através do Twitter, escreveu que Fidel Castro é "um homem do tamanho da História", defendendo que a paz na Colômbia tem o nome do antigo líder cubano.

Cuba e a Noruega foram os dois países que acolheram negociações entre representantes governamentais colombianos e das FARC-EP, que culminaram com o Acordo Final assinado esta semana no Teatro Colon, em Bogotá, que põe termo a uma guerra interna de mais de meio século.

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Ativista lamenta que morte de "tirano" não signifique liberdade em Cuba

"É a maior tristeza que tenho no meu coração", disse o ativista à agência Efe.

"Gostaria de poder dizer que a morte do tirano é a liberdade do povo", mas no caso de Cuba não é assim, "porque eles [os Castro] trataram muito bem a sucessão".

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Para Ramón Saúl Sánchez, se Fidel Castro tivesse morrido enquanto estava no poder poder-se-ia ter desencadeado uma revolta em Cuba para reclamar liberdade, mas como o seu irmão Raúl se encontra na presidência, o impacto não será o mesmo.

Para o líder da organização de cubanos exilados, Fidel Castro é um símbolo do terror que Cuba sofreu durante quase 60 anos e o seu legado é nomeadamente "medo" e "dor".

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