ONU acredita que participação dos eleitores pode ter chegado a 80% na Guiné-Bissau

O representante da ONU falava aos jornalistas após o fecho das urnas e com base em dados que disse ter recolhido pessoalmente.

13 de abril de 2014 às 21:34
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José Ramos-Horta, representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, disse hoje que a participação dos eleitores nas eleições gerais de hoje poderá ter chegado a 80%.

"A afluência às urnas parece-me muito grande, pelo menos pelo que oiço das regiões e pelo que vi. O cômputo final pode chegar à oitenta por cento ou mais", disse Ramos-Horta.

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"Parabéns sobretudo ao povo e aos líderes políticos porque é pelo discurso deles, de moderação, de sentido de Estado, que contribuíram para que o povo não ficasse agitado", observou Ramos-Horta.

A preocupação do representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau reside agora na aceitação dos resultados que vierem a ser pronunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), nos próximos dias.

Ramos-Horta espera que o partido vencedor saiba "abraçar" os menos votados e iniciar um processo de diálogo no país. "Esta é a última oportunidade que a Guiné-Bissau está a ter", notou.

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"A comunidade internacional parece que está a dar uma última oportunidade [à Guiné-Bissau]", destacou o responsável da ONU, referindo que "não se pode brincar com as pessoas".

"Gastaram-se aqui dezenas de milhões de dólares em investimentos nas eleições, centenas de pessoas vieram aqui ao longo de dois anos, em diferentes funções. Isto custou-lhes tempo, energia e dinheiro", concluiu Ramos-Horta.

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