Passos estranha integração de precários na Função Pública

Líder do PSD quer que proposta do Governo seja discutida para apurar necessidades do setor público.

20 de maio de 2017 às 20:36
PSD, BBS, Pedro Passos Coelho, presidente da Assembleia da República, Coimbra, União Europeia, António Barbosa de Melo, Associação de Estudos Europeus de Coimbra, economia, negócios e finanças Foto: Paulo Novais/Lusa
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O líder do PSD, Passos Coelho, desafiou este sábado o primeiro-ministro a fazer "as reformas que são importantes para o país" e estranhou que se esteja a tratar da integração dos precários sem discutir as necessidades na Administração Pública.

"Já estamos a discutir, pela mão da maioria, a integração dos precários na Administração Pública e ainda não houve ninguém que perguntasse, no seio da maioria e do Governo qual Administração Pública, o que queremos da Administração Pública nos próximos anos?", questionou Pedro Passos Coelho, no encerramento da convenção autárquica distrital do PSD em Lisboa.

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O líder social-democrata criticou que se estejam "a converter vínculos precários em permanentes sem saber se é nas áreas que são importantes, que estão em défice".

"É esta discussão que não está a ser feita e que deve ser feita com coragem, é esse o desafio que deixo ao primeiro-ministro: poder discutir as reformas importantes que o país precisa de fazer", apelou.

Só assim, defendeu, o país poderá quebrar o ciclo de crescimento de "1,4 ou 1,5 ou 1,6 por cento" e tornar os "efeitos cíclicos em permanentes".

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Dizendo que é importante "puxar por tudo o que é positivo" e que "não é a falar das coisas que correm mal" que se mobilizam as pessoas, Passos Coelho contrapôs que "é muito importante que o PSD não perca esta qualidade de chamar a atenção, mesmo no meio da festa, para aquilo que é importante".

"O que nós queremos é que este crescimento dure e não se esfume assim que os sinais da conjuntura puderem passar, isso exige uma agenda reformista que não é conhecida nesta maioria", avisou.

A dois dias de se saber se a Comissão Europeia irá propor a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE), Passos Coelho alertou que é importante "não esquecer que isso já aconteceu no passado" e depois o país voltou a registar défices superiores aos impostos por Bruxelas.

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"Se não queremos voltar a esse processo é muito importante não voltar a repetir a falta de ambição no futuro. Sempre que nos fixamos no curto prazo, para surfar a onda e fazer a festa, e nos esquecemos que, depois das próximas eleições autárquicas, vem mais um ano e outro ainda... É preciso olhar para os portugueses não como ativos eleitorais", desafiou.

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