PGR escutou acidentalmente primeiro-ministro, Supremo mandou destruir escutas

29 de novembro de 2016 às 21:54
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou hoje que intercetou comunicações telefónicas acidentalmente ao primeiro-ministro no âmbito da investigação relacionada com o Centro Comum de Vistos em Cabo Verde, mandadas destruir depois pelo Supremo Tribunal de Justiça.

"Na sequência de promoção do Ministério Público, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça determinou a destruição imediata dos elementos relativos a essas mesmas interceções telefónicas, por as considerar manifestamente estranhas ao processo e sem qualquer relevância para a investigação", refere a PGR, em comunicado enviado à agência Lusa.

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O Ministério Público está a investigar desde julho factos relacionados com a atribuição de vistos no Centro Comum de Vistos em Cabo Verde, que funciona na embaixada de Portugal, na Praia.

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