Pokémon melhorou atividade física dos adultos

Resultados não são, no entanto, permanentes.

14 de dezembro de 2016 às 10:51
O famoso jogo para smartphone Pokémon Go Foto: Kim Kyung-Hoon / Reuters
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O célebre jogo Pokémon Go permitiu melhorar a atividade física dos adultos que o jogavam, mas não de maneira permanente, refere um estudo divulgado esta quarta-feira.

Na sua edição Natal, que inclui uma série de estudos humorísticos ou insólitos, a revista médica britânica The British Medical Journal interessou-se pelo Pokémon Go, uma popular aplicação com 20 milhões de utilizadores ativos em todo o mundo.

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O jogo tem como objetivo apanhar, através da utilização do 'smartphone', criaturas virtuais escondidas no mundo real visíveis através do ecrã do aparelho.

Com base num inquérito realizado junto de 1.182 participantes com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, o estudo concluiu que a prática do Pókemon Go resultou num aumento significativo da atividade física.

Durante a primeira semana de prática, os participantes andaram mais 11 minutos a pé por dia, cerca de metade do tempo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em relação à prática de atividade física.

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A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física interna por semana para uma pessoa se manter saudável.

Mas para os jogadores do Pokémon Go, segundo o estudo, o número de passos adicionais começou a diminuir a partir da segunda semana, para desaparecerem na sexta-semana.

O resultado foi o mesmo, independentemente da idade, sexo, etnia ou peso.

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"Os nossos resultados indicam que o impacto do Pókemon Go na saúde é moderado", referem os autores do estudo, salientando que o jogo poderá ter um impacto diferente nas crianças, que não foram incluídas.

Os autores do estudo salientaram, contudo, que o Pókemon teve um efeito benéfico sobre o humor das pessoas e nos laços sociais.

"Estamos apenas a começar a entender como o jogo pode potencialmente ser benéfico para a saúde", disse Katherine Howe, coautora do estudo.

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Segundo a investigadora, o jogo dá às pessoas uma "razão para saírem, caminharem e sociabilizarem".

"Imaginem o potencial desses jogos, não só para aumentar a atividade física, mas também para aumentar o bem-estar mental, o humor, as habilidades cognitivas e a interação social", acrescentou.

O estudo destacou os potenciais riscos associados ao jogo, incluindo acidentes de trânsito por causa das pessoas distraídas.

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