Quercus contesta judicialmente exploração mineira de ouro no concelho de Évora

A associação ambientalista contestou judicialmente a exploração mineira de ouro da Boa Fé, na Serra do Monfurado, no concelho de Évora, por afetar montado de sobro e a Rede Natura 2000.

14 de julho de 2014 às 09:39
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Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a associação ambientalista Quercus refere que interpôs uma Ação Popular para impugnar a Declaração de Impacte Ambiental do projeto de exploração mineira da Boa Fé, que abrange uma área de quase 100 hectares, perto da localidade de Boa Fé, no concelho de Évora.

O objetivo desta ação judicial, segundo o comunicado, é o de "impedir o avanço da mineração em habitats protegidos do Sítio de Importância Comunitária 'Serra do Monfurado', da Rede Natura 2000, onde se incluem importantes povoamentos de sobreiros".

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Este projeto, de acordo com a Quercus, é promovido pela Aurmont Resources e prevê a instalação de uma indústria de exploração mineira, com duas cortas de exploração a céu aberto, Casas Novas e Chaminé, a laborar 24 horas por dia, e ocupando no total 99,56 hectares, dos quais uma escombreira de estéreis com 37 hectares, para acondicionar 10,8 milhões de toneladas de estéreis.

Relativamente aos riscos ambientais associados ao projeto, a Quercus denuncia, entre outras situações, que vão ser "destruídas" áreas de montado de sobreiros e azinheiras, estando previsto "o abate de 6.952 árvores adultas".

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