Rali de Portugal dispensa financiamento estatal
Realização da competição está assegurada por fundos comunitários.
O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal assumiu esta quinta-feira que a realização do Rali de Portugal 2016 está assegurado por fundos comunitários, não fazendo sentido financiamento do Estado.
"A questão de um sobrefinanciamento para o Rali de Portugal não faz sentido nenhum", assumiu esta quinta-feira Melchior Moreira, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), à margem da cerimónia de apresentação do TOPAS, um autocarro especial que se transformou numa loja de turismo interativa sobre rodas.
Em declarações à Lusa, Melchior Moreira disse que "de certa maneira, os utensílios financeiros já estão devidamente assumidos com uma nova candidatura no Quadro 2020 (fundos comunitários) e portanto nesta fase não há necessidade de haver mais um esforço suplementar por parte do Turismo de Portugal".
"Neste momento esta questão do financiamento do Turismo de Portugal não se põe, porque todos os utensílios financeiros para este Rali [de Portugal] já estão verdadeiramente assumidos numa nova candidatura que se vai fazer ao novo Quadro 2020 e estamos só à espera que esse utensílio do novo Quadro possa abrir para que o TPNP, quanto chapéu de promoção da região, possa ter esse utensílio financeiro e, obviamente financiar novamente o rali", reiterou.
A 29 de maio de 2015, o presidente do TPNP defendia que o secretário de Estado do Turismo devia repensar e alterar a sua estratégia quanto ao Rali de Portugal, que ficou sem apoio financeiro do Estado em 2014, quando transitou do Algarve para o Norte.
Até então, o Turismo de Portugal atribuía anualmente uma verba de um milhão de euros ao rali, que desde então teve de recorrer a fundos comunitários para obter uma verba equivalente.
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