Presidente da Câmara de Aljezur recorre de pena de prisão e perda de mandato

José Amarelinho foi condenado a uma pena de prisão de três anos e dois meses.

03 de julho de 2017 às 19:07
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O presidente da Câmara de Aljezur vai recorrer da sentença judicial a que foi condenado na pena suspensa de três anos e dois meses de prisão e à perda do mandato autárquico, disse esta segunda-feira à Lusa o autarca.

"Já recorri para o Tribunal Constitucional e está a ser ultimado o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça", indicou o presidente da Câmara de Aljezur, no Algarve, José Amarelinho (PS), que se recandidata ao cargo para um terceiro mandato nas eleições autárquicas de 01 de outubro.

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Em causa está uma decisão do Tribunal de Lagos de 2012 e confirmada em junho passado pelo Tribunal da Relação de Évora, que condenou o autarca a uma pena de prisão de três anos e dois meses, suspensa na sua execução mediante o pagamento de cinco mil euros à Liga da Proteção da Natureza e à perda de mandato, por um crime de prevaricação no licenciamento de obras no empreendimento de Vale da Telha, entre 1990 e 2008.

No acórdão da Relação, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o tribunal considerou improcedente o recurso de José Amarelinho, no processo em que ficou provado que os autarcas "agiram de forma contrária à lei".

Segundo o acórdão, tanto Manuel Marreiros como José Amarelinho licenciaram obras no empreendimento Vale da Telha, sem observância do Plano Municipal de ordenamento do território, "agindo com indiferença perante a lei (...), aproveitando os poderes autárquicos, visando favorecer as condições em que exerciam o cargo e apoiar os seus amigos ou apoiantes".

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Para os juízes da Relação, os dois autarcas, "agiram de forma contrária à lei", tanto na decisão dos processos de licenciamento de obras particulares, como na não instauração de processos de contraordenação por violação das várias normas relativas à edificação.

Na altura dos factos, José Amarelinho ocupava as funções de vereador na autarquia presidida por Manuel Marreiros (PS), tendo sido eleito para a presidência do município em 2009, altura em Manuel Marreiros foi eleito para a presidência da Assembleia Municipal.

O presidente da Câmara, na altura, foi também condenado pelo crime de prevaricação, a uma pena de quatro anos e três meses de prisão, com pena suspensa mediante o pagamento de cinco mil euros à associação ambientalista ALMARGEM e à perda de mandato.

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Os autarcas recorreram por duas vezes da sentença para o Tribunal da Relação de Évora, que, em junho passado, confirmou a condenação da primeira instância, frisando que a mesma, "uma vez transitada, terá como efeito a perda de mandato".

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