Sal branco imaculado não quer dizer tudo sobre a qualidade

A variabilidade do tempo interfere no perfil do sal. Na cor, na textura e na quantidade de minerais.

03 de setembro de 2018 às 18:58
Uma embalagem de 70 gramas custa uns 12 euros, outra de 150 gramas, 20 euros Foto: Pedro Catarino
Uma embalagem de 70 gramas custa uns 12 euros, outra de 150 gramas, 20 euros Foto: Pedro Catarino

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A introdução do conceito Denominação de Origem Protegida (DOP) – uma das boas coisas que a União Europeia nos deu – fez muito pela educação dos consumidores que comem com critério. Ou seja, contribuiu para a defesa e promoção dos produtos com identidades regionais próprias.

Sucede que, por serem produtos naturais, estão naturalmente sujeitos aos humores da natureza, coisa que faz com que um vinho, um queijo, um mel, uma carne autóctone ou um sal apresentem, desejavelmente, alterações em consequência das variabilidades climáticas. Um produto DOP não é, digamos assim, um enchido industrial.

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E que tem tudo isto a ver com sal? Tem que Jorge Raiado, criador de uma das melhores flores de sal do País (Salmarim) disse-nos que certos clientes desconfiam quando o sal não é sempre imaculadamente branco. Havendo umas notas mais rosadas, acinzentadas ou amareladas, os consumidores desconfiam.

Ora, seria importante que estes consumidores percebessem que o sal natural - e sublinhe-se este item - resulta de como está a água, a temperatura, o nível da humidade do ar e das circulações do vento.

Donde, tais fatores introduzem variáveis na equação, pelo que o branco imaculado tão apreciado (e é só uma questão de gosto) nunca deverá ter o mesmo tom.

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Este ano, por exemplo, o sal da Salmarim tem os tons mais amarelados, o que - vejam lá isto - significa que é mais rico em potássio e magnésio.

Sejamos honestos: na hora de temperar o que quer que seja, que importância tem a cor do sal? Nenhuma, pois. 

Uma mousse pede flor de sal e bom azeite    

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