Sindicato diz que nos voos de médio curso só se realizaram serviços mínimos

Nas longas distâncias só se efetuaram mais "um ou dois".

09 de agosto de 2014 às 12:38
Partilhar

O presidente do Sindicato de Pilotos da Aviação Civil (SPAC) afirmou este sábado que, além dos serviços mínimos, não houve outros voos no médio curso da TAP e que, nas longas distâncias, se efetuaram apenas mais "um ou dois".

Em declarações à Lusa, Jaime Prieto começou por referir que "há uma certa dificuldade técnica para conseguir apurar" a adesão à greve convocada pelo sindicato que lidera, destacando que o objetivo "nunca foi causar um impacto operacional".

Pub

Ainda assim, os dados oficiais de que o sindicato dispunha cerca das 11h30 indicavam que, "no médio curso, além dos serviços mínimos, não houve rigorosamente mais voo nenhum" e que, "aparentemente, houve um ou dois voos no longo curso, além do que eram os serviços mínimos".

O sindicalista disse ainda que aquilo que o SPAC espera com esta greve "não é algo materializável de um dia para o outro", mas antes "algo que se pode iniciar e que já se devia ter iniciado há muito tempo, que é uma clara inversão na política de gestão operacional e de recursos humanos da TAP".

Jaime Prieto recordou os "sinais de alerta" que o sindicato tem vindo a apontar à administração da companhia, como "a emigração nunca antes vista de quadros" e a "falência de quadros técnicos altamente qualificados".

Pub

Para o sindicalista, a opção da administração da TAP de "continuar a fazer crescer o negócio operacional como se nada estivesse a acontecer" acabou por "inchar a TAP em vez de a fazer crescer", uma situação que o SPAC quer travar.

Questionado sobre se o sindicato pretende convocar novas paralisações no futuro, Jaime Prieto respondeu que, "se as situações na TAP se agravarem, todos os trabalhadores terão de se manifestar de forma ainda mais dura".

No entanto, o representante dos pilotos disse acreditar na "capacidade de interpretação especialmente do acionista", o Estado, e mantém a expectativa de que "o acionista vai intervir".

Pub

Aquilo que Jaime Prieto contesta é que a TAP - "que está a perder a sua mais-valia estrutural, que são os quadros técnicos" - esteja a "aplicar nesse negócio medidas de austeridade de forma populista e transversal", sem aplicar "nenhumas medidas de austeridade em negócios que não aportam nenhum valor" à empresa.

"A culpa não é dos trabalhadores que laboram nestas empresas no Brasil, a culpa é de um claro erro estratégico que nunca foi corrigido [e em relação ao qual] nunca ninguém foi claramente esclarecedor e responsabilizado", rematou.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar