Termas reivindicam hidrologia nos cursos de medicina
Como forma de "reconhecimento e maior aposta no termalismo de saúde".
A Associação das Termas de Portugal (ATP) defendeu esta sexta-feira que os cursos de medicina deveriam voltar a incluir a componente de hidrologia médica como forma de "reconhecimento e maior aposta no termalismo de saúde".
Em declarações à agência Lusa, a presidente da ATP considerou que "era importantíssimo e essencial" que o ensino dessa especialidade - que pode ser usada no tratamento de doenças musculoesqueléticas, respiratórias, de pele ou digestivas - voltasse a ser incluído nos currículos de "todos os cursos de medicina, bem como de outros na área da saúde".
"A hidrologia médica é uma cadeira que deveria ser obrigatória nos cursos de medicina e era importante que se continuasse a aprender nas cátedras de medicina e que a terapêutica termal continuasse a ser ensinada de maneira a que o público prescritor estivesse totalmente ciente de que esta é uma alternativa de terapêutica", sublinhou Teresa Vieira.
A dirigente ressalvou que o Instituto de Ciências Médicas Abel Salazar da Universidade do Porto já tem um mestrado integrado na área e que a Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior tem realizado várias formações extracurriculares nesta área, mas reiterou que "é preciso ir mais longe e alargar o ensino a todos".
A inclusão do termalismo "na agenda daquilo que é a oferta da rede de cuidados de saúde" e a reposição da comparticipação estatal em termos dos tratamentos termais são outras das reivindicações apresentadas pela ATP.
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