Trabalhadores da refinaria de Matosinhos prolongam greve
Paralisação parcial vai continuar até abril.
O coordenador do Sindicato da Indústria e Comércio Petrolífero (SICOP), Rui Pedro Ferreira, disse esta quinta-feira à Lusa que os trabalhadores da refinaria da Petrogal em Matosinhos decidiram prolongar a greve parcial até abril.
"O que ficou acordado foi dar seguimento à nossa jornada de luta pelo período do mês de abril com o mesmo ritmo que temos feito até aqui", afirmou Rui Pedro Ferreira depois de um plenário de trabalhadores, lembrando que o período de greve vai, à semelhança do que tem acontecido desde janeiro, das 06h00 das sextas-feiras às 14h00 dos sábados.
O dirigente sindical sublinhou que as reivindicações não foram satisfeitas até ao momento, estando ainda sem resposta a proposta negocial que foi enviada para a administração há cerca de um mês. De acordo com Rui Pedro Ferreira, ficou também decidido em plenário que, na ausência de qualquer resposta, não haverá novos plenários, sendo as greves prolongadas automaticamente em igual ritmo.
O que está em causa é "pura e simplesmente a manutenção da contratação coletiva", explicou Rui Pedro Ferreira.
Segundo o coordenador do SICOP, "não são regalias, são direitos conquistados", tratando-se de "trabalhadores que lutaram imenso para ter este tipo de direitos". Por seu lado, os trabalhadores da refinaria da Petrogal em Sines decidiram, na segunda-feira, convocar greves parciais, de 48 horas por semana, pela manutenção do acordo de empresa e direitos adquiridos, em plenário efetuado em Santiago do Cacém.
Contactada pela Lusa, a Galp não quis comentar a decisão do plenário.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt