Tribunal confirma descoberta de comprimidos opióides em casa de Prince
Músico americano consumia medicamentos que eram receitados aos seus guarda-costas.
Os documentos que constam do processo de investigação à morte de Prince revelam que as autoridades encontraram medicamentos analgésicos derivados do ópio na casa do artista, que morreu a 21 de abril de 2016.
A informação reforça o que se noticiou na altura - que Prince estava viciado no consumo de analgésicos, que estarão na origem da sua morte prematura, aos 57 anos.
Os investigadores encontram em vários quartos da casa de Paisley Park, em Minneapolis, grandes quantidades de comprimidos com o rótulo 'Watson 853' - designação genérica de um medicamento opióide usado para tratar a dor crónica.
Foram ainda descobertos "numerosos narcóticos de distribuição controlada", alguns dos quais prescritos aos guarda-costas de Prince, revelam os documentos agora tornados públicos pela justiça do estado do Minnesota, a que a agência Reuters teve acesso.
A autópsia de Prince revelou que o músico terá morrido de uma overdose do analgésico Fentanyl, também este um medicamento opióide.
Muitos dos medicamentos foram receitados em nome de Kirk Johnson, guarda-costas de Prince. O músico evitava que as receitas viessem em seu nome, para proteger a sua privacidade.
A morte de Prince não resultou em qualquer acusação contra alguma pessoa em particular.
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