Visitas só mensais

Esmeralda Porto vai passar a ver os pais biológicos apenas uma vez por mês e não semanalmente, como sucedia até agora. A decisão do Tribunal de Torres Novas foi tomada devido ao estado de fragilidade emocional da criança.

20 de julho de 2007 às 00:34
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O maior espaçamento das visitas de Aidida Porto e Baltazar Nunes à menor surge na sequência de um pedido feito pela equipa do Departamento de Pedopsiquiatria e Saúde Mental Infantil do Centro Hospitalar de Coimbra.

Os médicos consideram que Esmeralda tem “problemas de ansiedade” e “instabilidade emocional”. Por isso a pedopsiquiatra Beatriz Pena, coordenadora do departamento, solicitou que durante um período mínimo de seis meses os contactos ocorram apenas uma vez por mês para que a criança possa ter “cuidados psicoterapêuticos” que contribuam para a sua “estabilidade, informação e boa saúde mental”.

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O pai biológico diz que desconhece problemas de “ansiedade” relacionados com as visitas e garante que tem uma “boa relação” com a filha, lamentando a decisão do Tribunal. Baltazar Nunes, que esteve ontem com a menina, garante que já existe “cumplicidade” e uma “relação amiga” entre ambos.

Os contactos têm sido presenciados por Florbela Paulo, técnica do Instituto de Reinserção Social, que a partir de agora passará a escolher o local das visitas mensais.

Fonte da defesa de Baltazar Nunes, citada pela Lusa, diz que irá ser apresentado um recurso da decisão.

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