WASHINGTON AUMENTA PRESSÃO SOBRE BAGDAD

O presidente norte-americano, George W. Bush, reuniu com os seus principais conselheiros para discutir o provável anúncio, ainda esta semana, de que a declaração de armas feita pelo governo iraquiano não responde às exigências feitas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

18 de dezembro de 2002 às 19:03
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A declaração iraquiana, com cerca de 12 mil páginas, foi entregue este mês à ONU, que a exigiu, nos termos de uma resolução adoptada em Novembro e que obrigava o Iraque a desarmar-se e a aceitar um regime reforçado de inspecções internacionais, sob pena de enfrentar “graves consequências”, o que em linguagem diplomática significa “guerra”.

O porta-voz da Casa Branca (presidência norte-americana), Ari Fleischer, declarou hoje que os documentos apresentados por Bagdad constituem a última oportunidade de Saddam e que Bush está preocupado com omissões já detectadas no texto.

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O chefe da missão de inspectores (UNMVIC, Comissão da ONU para a Monitorização, Verificação e Inspecção do Iraque), Hans Blix, deverá fazer amanhã (quinta-feira) a apresentação formal da declaração iraquiana ao Conselho de Segurança da ONU. O secretário de Estado (ministro dos Negócios Estrangeiros) norte-americano, Colin Powell, já disse que espera um veredicto logo após essa apresentação.

A Administração norte-americana não esconde o seu cepticismo para com o presidente iraquiano, Saddam Hussein, e a vontade de lançar uma invasão ao Iraque para o retirar do poder. O Reino Unido alinha com esta posição e os dois países, mais alguns aliados, têm intensificado exercícios militares nas areias do deserto do Koweit.

Ainda hoje, o governo britânico foi confrontado com revelações na imprensa a respeito de preparativos de guerra. O ministro britânico da Defesa, Geoff Hoon, foi obrigado a admitir que estão em curso planos de contingência (treinos, envio de material e mobilização de reservistas) para a eventualidade de haver guerra. O ministro chegou a ponto de admitir que Londres vai enviar mais navios de guerra para a região do Golfo Pérsico.

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