Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
6

20 milhões de extras exigidos em barragem

Lena e Odebrecht terão negociado com António Mexia o pagamento extraordinário.
Raquel Oliveira 17 de Março de 2018 às 09:39
Barragem do Baixo Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes
Barragem do Baixo Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes
António Mexia
António Mexia
António Mexia
Barragem do Baixo Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes
Barragem do Baixo Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes
António Mexia
António Mexia
António Mexia
Barragem do Baixo Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes
Barragem do Baixo Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes
António Mexia
António Mexia
António Mexia
A EDP pagou o ano passado quase 20 milhões de euros às construtoras Lena e Odebrecht, alegadamente sem justificação. O pagamento terá sido acordado com o presidente da elétrica, António Mexia, numa reunião restrita, de acordo com dados avançados ontem pelo ‘Público’.

A elétrica não confirma o valor do bónus, mas alega que corresponde ao pagamentos de custos adicionais, resultantes de trabalhos não especificados e de atrasos na obra devido a providências cautelares contra o Estado. O que é certo é que, segundo o ‘Público’, este pagamento não terá caído bem entre alguns executivos da elétrica, o que levou António Mexia a pedir uma auditoria à EY Portugal ao plano de barragens da empresa. Terá sido pedida especial atenção à barragem do Sabor, cujo custo disparou para os 760 milhões de euros, um aumento de 55 por cento.

A portuguesa Lena e a brasileira Odebrecht, que trabalharam em consórcio na construção da barragem do Baixo Sabor, em Trás-os-Montes, estão sob suspeita em investigações em Portugal, no âmbito da Operação Marquês, e no Brasil, no Lava Jato, que resultou na condenação de Lula da Silva por corrupção. A barragem foi incluída, em 2010, no executivo de José Sócrates, no Plano Nacional de Barragens o que, segundo o ‘Público’, facilitou o acesso a volumosos benefícios.

PSD sob críticas no Parlamento
O PSD criticou ontem no Parlamento a taxa efetiva de IRC paga pela EDP em 2017 e ouviu, dos partidos de esquerda, acusações de incoerência face ao que praticou no governo. "Se houver insuficiências na lei, exigimos que seja realizada uma avaliação profunda", disse Leitão Amaro.

É uma "área inundável" justifica elétrica
A EDP alegou ontem que a zona do Baixo Sabor, em Trás-os-Montes, é "inundável" e que está a aproveitar ao máximo a retenção de água nas barragens depois do período de seca que Portugal atravessou. Trata-se da resposta da elétrica às queixas de uma exploração agrícola de Torre de Moncorvo que  ficou com um terço da área de culturas alagada, naquela que foi a quarta inundação em cinco anos atribuída a barragens.

1976
A EDP - Eletricidade de Portugal, E.P, foi constituída a 30 de junho de 1976, em resultado da nacionalização e fusão das principais empresas do setor elétrico português.

Acionistas
O Estado inicia, em 1997, um processo de privatização da EDP, tendo sido alienado 30% do capital. Cerca de oito por cento da população portuguesa torna-se acionista da EDP. Atualmente a empresa é liderada pela China Three Gorges, que a adquiriu em 2011.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)