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Países da UE pedem mais tempo para debater fim da mudança da hora

Data de 2019 é apontada como sendo demasiado cedo para haver decisões sobre a proposta da Comissão Europeia.
29 de Outubro de 2018 às 12:42

A Comissão Europeia propôs que se ponha fim às mudanças de horas sazonais na União Europeia, após uma consulta pública que revelou que 84% dos europeus preferiam manter a mesma hora o ano inteiro. Bruxelas quer que até Abril de 2019 os países decidam o que vão fazer.

Mas alguns países consideram que é preciso mais tempo. Norbert Hofer, ministro dos Transportes da Áustria, país que está com a presidência da União Europeia, revelou que vários países consideram que 2019 é demasiado cedo. A declaração, citada pela Reuters, foi proferida depois de uma reunião com os ministros dos Transportes da região.

O responsável adiantou que houve um apoio generalizado para acolher a proposta da Áustria de adoptar um novo regime de horas apenas em 2021. Norbert Hofer deu como exemplo a indústria da aviação, que diz precisar de 18 meses para se preparar para esta alteração.

Ainda assim, o responsável adiantou que a maioria dos países é favorável ao fim da mudança de hora, devido aos efeitos negativos que esta alteração tem na vida das pessoas. "Houve uma maioria de países favoráveis ao fim da mudança de horas. Três países estão cépticos e um demonstrou preocupação com uma fragmentação de fusos horários", revelou o responsável austríaco aos jornalistas.

Hofer revelou ainda que os cépticos em relação a esta alteração foram os britânicos, os suecos e os polacos. A Reuters realça que o Reino Unido não tem voto sobre esta matéria, devido ao Brexit, mas será difícil o país ignorar em termos práticos uma decisão europeia sobre esta questão.

A comissária europeia dos Transportes, Violeta Bulc, admitiu que há a possibilidade de se dar mais tempo aos países para debaterem esta questão. Até porque mesmo nos países onde a generalidade das pessoas concorda com o fim da mudança de hora, a escolha do fuso horário pode não ser tão consensual.

Apesar de o responsável austríaco não ter identificado Portugal como um dos países cépticos, o primeiro-ministro António Costa já disse que quer que o país mantenha as alterações sazonais.

Numa entrevista concedida à TVI no início do mês, António Costa recorreu à posição do Observatório Astronómico de Lisboa para se mostrar a favor da manutenção do actual "regime bi-horário". "Não vejo razão para que se contrarie a ciência e se faça algo de forma discricionária", disse. Antes, já Marcelo Rebelo de Sousa tinha dito não considerar este assunto uma prioridade, mostrando pouco apego à intenção da Comissão.

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