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Correio da Manhã

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133 alunos impedidos de prestar provas

Esta segunda-feira é dia de exames nacionais do 9º e do 12º ano de escolaridade. Mas também é dia de greve dos professores nas escolas afectas à Direcção Regional de Educação do Centro. Como sempre, nestas ocasiões, os sindicatos reclamaram uma adesão elevada, situando-a nos dois terços, enquanto a tutela governamental fez saber que o protesto dos docentes apenas afectou 133 alunos.
20 de Junho de 2005 às 10:23
133 alunos impedidos de prestar provas
133 alunos impedidos de prestar provas FOTO: arquivo cm
Fontes das duas principais federações sindicais da Educação (FENPROF e FNE), citadas pela Rádio TSF em apontamentos de reportagem obtidos numa escola em Coimbra, garantiram que a adesão dos professores à greve foi elevado. A FENPROF avançou mesmo com o número de dois terços dos educadores de infância e professores do ensino básico e secundário da Zona Centro em greve.
Os dois elementos das referidas federações sindicais indicaram que muitos professores choraram de raiva na escola por terem tido medo de fazer greve face às exigências de serviços mínimos feitas pelo Ministério da Educação, consideradas ilegais pelos sindicatos. A FNE admitiu, no entanto, que a greve resultou numa diversidade de situações.
Há casos de escolas que não chegaram a abrir para o exame de Português do 9º ano, marcado para as 09h00, como por exemplo as EB 2,3 da Lousã, da Sequeira e da Covilhã. Mas tudo indica que, na maioria dos casos, os professores cumpriram os serviços mínimos exigidos pela tutela sob ameaça de falta injustificada. É a habitual guerra de números.
Os sindicatos indicam uma adesão à greve na ordem dos dois terços dos professores da Zona Centro, mas avançaram com o balanço provisório antes do exame do 12º ano (11h30) e poderão ter incluído no cálculo os educadores de infância, que nenhuma influência têm em dia de exames no secundário.
Os sindicatos sublinham que esta é uma greve ao trabalho e não aos exames, pelo que nesse sentido declaram a jornada de protesto um sucesso. O Ministério, ao anunciar que a greve apenas afectou 133 alunos do 9ª ano e nenhum do 12º, também manifestou satisfação.
O Ministério da Educação, num curto comunicado, avançou também com um balanço provisório da greve antes de ter começado o exame do 12º ano marcado para hoje. Assim, a tutela poderá ter feito um cálculo apenas baseado no impacte da greve no exame de Português do 9º ano. Poderá não ter contado com os educadores de infância. Certamente não incluiu o efeito da greve no exame do 12º ano, que começou depois de ter sido divulgado o balanço provisório, e contou com todas as escolas do País, quando a greve apenas incidiu hoje na Zona Centro.
As contas da tutela contrastam bastante com os números dos sindicatos. O Ministério da Educação adiantou que 103.868 alunos realizaram exames em 1.281 escolas do País, garantindo que apenas 133 alunos em 4 escolas não puderam prestar provas devido à greve dos professores. O Ministério indicou que os alunos que não puderam efectuar exame são tão poucos que poderão ser desenvolvidas soluções cirúrgicas para essas situações.
Por entre a guerra dos números da adesão, debaixo do fogo do debate sobre a legalidade, ou não dos serviços mínimos exigidos pelo Governo, os alunos lá vão fazendo exames e os pais lançam um novo dado na equação. A Confederação das Associações de Pais já avisou que dará luta à hipótese de haver exames em Agosto para os alunos que não os puderem fazer devido à greve dos professores.
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