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Correio da Manhã

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180 dias de multa para ex-agente da PSP

O Tribunal Criminal do Porto condenou esta segunda-feira o ex-agente da PSP, Paulo Custódio, de 32 anos, acusado da morte de um jovem assaltante de viaturas em Agosto de 2002, a uma pena de 180 dias de multa a quatro euros/dia, pelo crime de “negligência inconsciente”.
15 de Janeiro de 2007 às 17:57
O caso remonta a 5 de Agosto de 2002, na zona do Passeio Alegre, no Porto, quando Paulo Custódio, na altura ao serviço da PSP, e um colega se dirigiam para a “Festa da Cerveja”, onde iam prestar um serviço remunerado.
No caminho, os dois agentes policiais detectaram um Lancia Y 10, que tinha sido roubado, estacionado em frente a uma garagem com dois indivíduos no interior, ambos referenciados por furtos. Um dos suspeitos, terá tentado arrancar com o carro, e o então agente da PSP deu-lhe com a coronha da pistola que empunhava na nuca, o que terá feito a arma disparar o projéctil que estava na câmara, matando Nuno Lucas.
Paulo Custódio, entretanto expulso da PSP após processo disciplinar na sequência destes factos, vive actualmente na Suíça, onde trabalha numa empresa de segurança. Durante o julgamente o ex-agente afirmou tratar-se de um acidente ocorrido quando tentava neutralizar o suspeito, perante a resistência à ordem de detenção.
No final da sessão, o advogado de defesa de Paulo Custódio, Pedro Vaz Teixeira, que tinha pedido a absolvição, considerou a sentença “justa”.
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