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Costa pede mobilização contra baixos salários

Primeiro-ministro faz apelo no 1.º de Maio.
Lusa 1 de Maio de 2016 às 13:53
O primeiro-ministro de Portugal, António Costa
O primeiro-ministro de Portugal, António Costa FOTO: António Cotrim/Lusa

O primeiro-ministro considerou este domingo que a comemoração do 1.º de Maio é muitas vezes "luta" e apelou à mobilização dos defensores da linha do atual Governo contra a corrente nacional e europeia dos baixos salários e precariedade.

António Costa falava aos jornalistas antes de se reunir com representantes nos Açores da UGT e da CGTP-IN, no Palácio de Sant'ana, em Ponta Delgada (S. Miguel, Açores), depois de ter visitado o Centro de Artes Contemporâneas na Ribeira Grande.

Na mensagem que dedicou ao dia do trabalhador, o primeiro-ministro apelou a um sentido "de confiança" na possibilidade de Portugal conseguir "virar a página numa trajetória de crescimento e de criação de emprego", caso se "prossiga a atual linha política e económica".

"A comemoração do 1.º de Maio muitas vezes é luta e nós não festejamos resultados, trabalhamos para os resultados. É necessário que prossiga uma mobilização muito forte em defesa desta política, que tem muitos adversários, não só internos, como externos", considerou o primeiro-ministro.

António Costa referiu depois como exemplo instâncias europeias que "criticam a política da atual maioria de aumento do salário mínimo nacional".

"Percebemos bem que é essencial que essa luta prossiga, porque não é possível continuar a alimentar a ilusão de que o nosso desenvolvimento se faz com um modelo que está morto e que tem de ser enterrado - um modelo de baixos salários e de precariedade laboral", apontou o líder do executivo.

Ainda por altura do 1º de maio, António Costa apelou ao reforço do diálogo social no país, desbloqueando-se a contratação coletiva, para que os parceiros sociais possam contribuir para relações laborais "mais saudáveis", e prometeu prosseguir a linha de "reposição de rendimentos".

"O Governo faz também um forte apelo para que seja reforçado o diálogo social e que seja desbloqueada a contratação coletiva, já que é condição essencial para que os parceiros sociais possam contribuir positivamente para relações laborais mais saudáveis", afirmou.

António Costa disse depois que o seu executivo "assume um forte compromisso no combate à precariedade" laboral, ponto que classificou como "essencial para repor a dignidade do ser humano nas relações de trabalho e como incentivo à melhoria da produtividade por parte das empresas".

"Essa ideia de que podemos ser competitivos e produtivos à custa de baixos salários é extremamente negativa, penalizadora e fez o país perder quatro anos preciosos", referiu, agora numa crítica ao anterior executivo PSD/CDS-PP.

O primeiro-ministro prometeu depois que o seu Governo "prosseguirá a linha de reposição gradual de rendimentos das famílias e de quem trabalha, designadamente com atualização anual do salário mínimo, tendo em vista diminuir o grau de desigualdades".

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