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1.º de Maio: Manifestações pelo mundo

Incidentes em Istambul, alta segurança em Paris.
Lusa 1 de Maio de 2016 às 16:27
Polícia utilizou gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar os manifestantes
Polícia utilizou gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar os manifestantes FOTO: EPA

As manifestações tradicionais do 1 de Maio aconteceram este domingo por todo o mundo e foram marcadas por confrontos em Istambul (Turquia), enquanto em Paris (França) está previsto para a tarde um desfile, sujeito a fortes medidas de segurança.

Na maior cidade turca, a polícia utilizou gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar os manifestantes em vários locais, nomeadamente à volta da praça Taksim. À margem destes confrontos, um homem foi morto, atingido aparentemente por um veículo antimotim, ao atravessar uma rua do centro da cidade, segundo informação da polícia, e cerca de 30 pessoas foram interpeladas, segundo a agência noticiosa pró-governo Anatolie.

A polícia, que mobilizou cerca de 25 mil agentes e fechou várias ruas, também dispersou militantes do Partido Democrático das Populações. Na Turquia, a festa do trabalho é frequentemente ocasião de confrontos entre militantes da oposição ao poder instituído e as forças de segurança.

Na Rússia, em Moscovo, cerca de 100 mil pessoas, segundo a polícia, participaram numa enorme parada organizada na Praça Vermelha, com bandeiras e balões perto do Kremlin, recordando as paradas da antiga URSS.

Vários milhões de manifestantes eram esperados por toda a Rússia para celebrar a festa dos trabalhadores, feriado que coincide este ano com a Páscoa ortodoxa.

Em Itália, uma manifestação que juntou os três principais sindicatos do país, decorreu durante a manhã, debaixo de chuva e sem incidentes, nas ruas de Gênes, no noroeste, com cerca de 5.000 participantes, enquanto um concerto de rock estava previsto para a noite, em Roma.

Na Suíça, estavam marcadas manifestações do 01 de Maio em mais de 50 localidades, como Genebra e Zurique, para denunciar a injustiça social, a redução das pensões e contra a maioria de direita, descreve a agência ATS, tendo sido registados alguns desacatos na noite de sábado, na cidade de Limmat.

Dezenas de milhares de pessoas protestaram na Coreia do Sul contra a anunciada reforma das condições de trabalho, um projeto do presidente Park Geun-Hye e do seu partido conservador que pretende facilitar os despedimentos.

Em França, a festa dos trabalhadores decorre em várias cidades num ambiente tenso, depois de dois meses de contestação a um projeto de lei laboral e de manifestações marcadas pela violência, e está agendado para a tarde um desfile dos sindicatos, juntos pela primeira vez em sete anos.

Na Áustria, o chanceler social-democrata Werner Faymann foi recebido por vaias dos manifestantes que pediam a sua demissão.

O responsável político dirigia-se a uma multidão de cerca de 80 mil pessoas, em Viena, e defendia uma política para os migrantes.

O Dia dos Trabalhadores, celebrado em vários países, começou a ser comemorado em Chicago, em 1886, por iniciativa de um movimento sindicalista que reclamava a jornada de trabalho de oito horas.

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