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Isabel dos Santos retira oferta sobre PT SGPS

A empresária angolana tinha lançado uma OPA sobre a PT SGPS.
Lusa 23 de Dezembro de 2014 às 17:52
Isabel dos Santos
Isabel dos Santos FOTO: Tiago Petinga / LUSA

A Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos, anunciou esta terça-feira que "após cuidada ponderação" decidiu "retirar a oferta" sobre a PT SGPS, depois do regulador CMVM não ter deferido o pedido de derrogação (dispensa) de uma OPA subsequente.

"Embora respeite naturalmente a decisão da CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários], a oferente gostaria de salientar que, quando apresentou o seu pedido de derrogação do dever de lançamento de oferta pública subsequente, o fez convicta de que o mesmo seria aceite, atendendo aos argumentos e fundamentos apresentados pela oferente, todos eles, no seu entendimento, com cabimento legal", refere a Terra Peregrin num comunicado divulgado pelo regulador.

Aponta que durante o período de seis meses "foram divulgados factos excecionais atinentes à PT SGPS até então imprevisíveis e desconhecidos do mercado que tiveram impacto acentuado na evolução bolsista das ações" da empresa, "ação com levada liquidez", adianta a empresa de Isabel dos Santos, aludindo ao incumprimento do reembolso dos instrumentos da Rioforte e aos novos termos de combinação de negócios entre a PT e a Oi.

Para a Terra Peregrin, "os eventos acima referidos seriam suficientes para fundamentar o afastamento do preço médio ponderado ou, caso assim não entendesse, para que (...) fosse designado um auditor independente para a fixação da contrapartida da oferta, considerando os acontecimentos excecionais que afetaram a cotação das ações da PT SGPS".

Assim, "ainda que respeitando a decisão da CMVM; a ofertente gostaria de realçar que a presente oferta nunca pretendeu ser hostil e fez todos os esforços ao seu alcance para fazer chegar ao mercado, tendo para isso, entre outros, prescindido, não obstante a implicação gravosa para os seus interesses, de condições legítimas de lançamento da oferta, como seja a aceitação da limitação estatutária à contagem de direitos de votos na CorpCo", aponta.

"Atento ao exposto, e uma vez que a decisão da CMVM de não deferimento do pedido de derrogação implica a não verificação de uma condição do lançamento da oferta" a Terra Peregrin "decide, após cuidada ponderação, retirar a oferta".

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