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Macau: a cidade Las Vegas da Ásia

É a ‘cidade do pecado’ do Oriente e para conquistar o título há cada vez mais casinos temáticos na antiga colónia portuguesa. Mas não só...

03 de março de 2017 às 10:00

A expressão "o que acontece em Las Vegas fica em Vegas" também se aplica em Macau.

A região administrativa especial da China, onde os jogos de azar são permitidos, ao contrário do território chinês, tornou-se na verdadeira ‘Cidade do Pecado’ da Ásia.

Jogo, espetáculo, emoções fortes e muita adrenalina fazem parte da península de Macau dos recentes anos. Por isso, este é um roteiro alternativo e que complementa o guia de viagem típico. Vamos a jogo. Todos os segredos ficam bem guardados em qualquer casino – é completamente proibido tirar fotografias ou filmar. Escolher um não é tarefa fácil, mas, além dos clássicos locais de roleta, do póquer e até do chinês Pai Gow, há desde 2016 um novo marco na cidade.

O resort The Parisian Macao. À semelhança do Venetian Macao, que imita a italiana Veneza, também Paris e a Torre Eiffel chegaram a Macau e até levaram Moulin Rouge e uma romântica ponte dos cadeados.

A réplica é metade da original em tamanho, mas o complexo turístico alcança o que lhe falta em altura. Mais de três mil quartos e suites de puro luxo, para dormir bem as poucas horas no quarto. Neste ‘resort das luzes’, há muito para ver. A fusão entre França e o Oriente está presente no casino aberto 24 horas, feito de mármore e requinte.

Tem 400 mesas, salas VIP e 2500 máquinas. Para quem gosta da 7.º Arte, a melhor opção é o recente resort Studio City, dedicado a Hollywood, ao cinema e à televisão. Macau já não passa só por conhecer o centro histórico, os bairros típicos, subir até às ruínas de São Paulo, passear pela baía da Praia Grande e respirar o muito que resta de Portugal, nos prédios e nas pessoas, até na língua.  Sempre que possível deve percorrer tudo a pé. Conhecer o Casino Lisboa faz parte de qualquer roteiro. Construído na praça Ferreira do Amaral, zona de espaços de jogo, hotéis de luxo, muitos néones de ferir a vista e à espreita a decadência.

Dezenas de casas de penhores, de luzes atraentes, que oferecem quase tudo a quem deixa ou vende até a alma em jogo. A  Torre de Macau esconde a adrenalina. Além do restaurante panorâmico no topo, com 360 graus de vista – em que o piso roda – e as iguarias  irrepreensíveis, há um segredo muito bem guardado no exterior. Um salto seguro por uma corda a mais de 200 metros de altura. Há muito tempo que Macau ultrapassou Las Vegas em lucro. Percebe-se bem porquê.

Abraçar Macau  

Uma descida que atinge os 200 quilómetros por hora. Tudo começa numa subida de elevador até ao 61.º piso, o andar das atividades radicais. Há também, para os menos corajosos, o ‘Sky Jump’, um voo seguro por cabos, em pé,  ao contrário do mergulho de cabeça do ‘bungee jumping’. Para os aventureiros que não sofrem de vertigens é possível percorrer uma grande plataforma de vidro, sem saltos, com a segurança dos cabos. 

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