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Correio da Manhã

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"A contenção não tem limite"

Marta Temido, da Associação dos Administradores Hospitalares, sobre cortes no Serviço Nacional de Saúde.
19 de Agosto de 2013 às 00:06

Correio da Manhã – Os hospitais dispensaram cerca de 1850 funcionários. Isto pôs em causa a qualidade dos serviços?

Marta Temido – Não creio que agora se possa estabelecer uma relação direta entre a saída de funcionários e a qualidade dos serviços. Estão a decorrer várias avaliações, muitas delas pedidas para efeitos de recolha de informação para o Orçamento de Estado de 2014, que incluem a avaliação dos funcionários, creio que para a requalificação dos mesmos.

Os administradores dos hospitais sempre se queixaram de subfinanciamento do Estado. E do lado do Estado há quem fale de má gestão dos recursos. Quem tem razão?

O subfinanciamento por parte do Estado aos hospitais há muito que é identificado como um problema. Há áreas mais carentes do que outras. Mas compreende-se que estamos a viver um período difícil e que não é possível pedir mais verbas. Depois há bons e maus gestores. Para isso existe a avaliação para as renovações das comissões de serviço. É um trabalho conjunto.

Os cortes inerentes à crise podem prejudicar os utentes?

A contenção tem um limite. A assistência aos utentes nunca pode ser posta em causa.

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