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Correio da Manhã

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Acordo nos têxteis

A União Europeia e a China chegaram finalmente, esta segunda-feira, a acordo sobre as quotas de exportação de têxteis chineses para o espaço comunitário, depois de uma manhã de informações contraditórias sobre a existência de um acordo ou não nos têxteis.
5 de Setembro de 2005 às 18:59
Por um lado, fonte próxima das negociações entre as duas partes confirmou à agência France Presse, em Pequim, que a UE e a China haviam estabelecido um acordo. Por outro aldo, o ministro chinês do Comércio, Bo Xilai, disse, em declarações à agência Reuters, que não havia sido alcançado qualquer acordo final entre as duas partes sobre a comercialização de têxteis.
A confirmação do acordo surgiu ao final da manhã desta segunda-feira, depois da Comissão Europeia ter anunciado a celebração de um acordo relativo aos têxteis com a China, que permitirá o desbloqueio das 80 milhões de peças de vestuário chinesas que, actualmente, entopem as alfândegas europeias.
A porta-voz do executivo europeu Françoise Le Bail espera agora "que as modalidades deste acordo sejam rapidamente confirmadas e que o problema possa ser resolvido o mais rapidamente possível".
Cerca de 50 por cento dos produtos retidos nas alfândegas europeias vão entrar à margem das quotas definidas para este ano em território europeu, enquanto os outros 50 por cento vão ser descontados às quotas para 2006 definidas no acordo de Xangai, assinado em Junho.
Outro ponto deste acordo firmado entre o comissário Peter Mandelson e o ministro do Comércio chinês, Bo Xilai, prevê descontar nas quotas do próximo ano uma parte das quantidades encomendadas em 2005 pelos distribuidores europeus, encomendas estas que estavam já para lá dos limites definidos.
Uma outra solução encontrada nas negociações dos últimos dias foi a determinação de transferir parte dos produtos em excesso numa dada categoria para uma outra parcela das quotas que não tenha sido ultrapassada.
Os europeus consideram que o acordo é "equilibrado" e satisfatório para os dois lados, no entanto o documento tem ainda de ser aprovado pelo 25 países-membros da UE.
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