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Acusação reduz pedido de pena de prisão para ex-presidente do Barcelona

Sandro Rosell é acusado dos crimes de branqueamento de capitais e associação criminosa.
Lusa 14 de Março de 2019 às 15:52
Sandro Rossel e Marta Pineda em tribunal
Sandro Rossel e Marta Pineda em tribunal
Sandro Rossel e Marta Pineda em tribunal
Sandro Rossel e Marta Pineda em tribunal
Sandro Rossel e Marta Pineda em tribunal
Sandro Rossel e Marta Pineda em tribunal
O Ministério Público espanhol baixou esta quinta-feira de 11 para seis anos o pedido de prisão para o antigo presidente do FC Barcelona Sandro Rosell, pelos crimes de branqueamento de capitais e associação criminosa.

Na sessão desta quinta-feira do julgamento, o representante do Ministério Público reduziu também as penas pedidas para o advogado Joan Besolí, sócio de Rosell, e para Marta Pineda, mulher do antigo presidente do FC Barcelona.

Assim, para Besolí a acusação pede uma pena de cinco anos, depois de inicialmente ter apontado para 10, e para Marta Pineda um período de prisão entre sete meses a um ano.

A acusação reduziu também as penas pedidas para três alegados "testas de ferro", a maior das quais pelo período de um ano e seis meses.

O representante do Ministério Público considera que os acusados estiveram envolvidos em crimes de associação criminosa e branqueamento de capitais, mas retirou a acusação de crime organizado.

Em 25 de março, na próxima sessão de julgamento, o delegado do Ministério Público, explicará as razões que o levaram a reduzir as penas pedidas.

A acusação quer que Rosell e Besolí sejam condenados ao pagamento de multas e fiquem proibidos de exercer qualquer atividade na área empresarial.

Os advogados de defesa querem que os seus clientes sejam absolvidos de todas acusações e alegam que os direitos dos acusados foram violados pelo tribunal, que durante o julgamento invocou factos que não constavam no despacho da acusação.

De acordo com a acusação, Rosell, presidente do FC Barcelona entre 2010 e 2014, terá ocultado em paraísos fiscais cerca de 20 milhões de euros, em proveitos obtidos com comissões ilegais nos direitos de transmissão de 24 jogos da seleção brasileira, e outros cinco milhões de um contrato de patrocínio com a Nike.
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