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Correio da Manhã

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Adiadas execuções de colaboradores de Saddam

A execução dos dois co-acusados no mesmo processo de Saddam Hussein de crimes contra a Humanidade, o seu meio-irmão e ex-chefe dos serviços secretos Barzan al-Tikriti e o ex-presidente do tribunal revolucionário Awad al- Bandar, prevista para esta quinta-feira, foi adiada para domigo. As Nações Unidas pedem clemência.
4 de Janeiro de 2007 às 09:15
Uma fonte póxima do primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, informa que as execuções foram adiadas devido às pressões internacionais, a última das quais partiu das Nações Unidas pela comissária para os Direitos Humanos, Louise Arbour, que pediu ao governo iraquiano para anular a sentença de morte pela forma como foi conduzido o processo.
As execuções tinham sido anunciadas para hoje, tendo uma fonte governamental afirmado na quarta-feira que todos os documentos já tinham sido assinados. O ex-ditador iraquiano e os dois co-acusados foram condenados à morte por enforcamento a 5 de Novembro, pela morte de 148 xiitas na aldeia de Dujail, a norte de Bagdad, depois de uma alegada tentativa de assassínio contra o ex-ditador.
A sentença foi confirmada a 26 de Dezembro pelo tribunal da relação iraquiano e Saddam foi enforcado no passado sábado de madrugada numa caserna em Bagdad, provocando uma onda de indignação e protestos. A tensão entre as comunidades sunita e xiita aumentou, sobretudo depois da divulgação, na Internet, de um vídeo 'pirata da execução.
As imagens, tiradas com a câmara de um telemóvel, mostram todos os pormenores, sem cortes, e revelam que alguns dos participantes gritaram o nome do líder radical xiita Moqtada al-Sadr e outros injuriaram Hussein nos últimos instantes de vida.
As autoridades iraquianas anunciaram ontem a detenção de um segurança suspeito de ter sido o autor da gravação. Mas, são esperadas novas detenções que poderão recair sobre dois altos responsábeis do governo.
Pelo menos 13 pessoas morreram e duas dezenas ficaram feridas na explosão de dois carros armadilhados num bairro de maioria sunita, no oeste da capital iraquiana, Bagdad, onde se contabilizam mais de uma centena de vítimas em atentados à bomba só na última semana.
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