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Correio da Manhã

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ADIADO DESEMBARQUE HUMANITÁRIO

O início do desembarque de ajuda humanitária no porto iraquiano de Umm Qasr foi adiado de hoje para amanhã (sexta-feira) por terem sido descobertas e detonadas duas minas nas águas do canal de entrada.
27 de Março de 2003 às 19:41
ADIADO DESEMBARQUE HUMANITÁRIO
ADIADO DESEMBARQUE HUMANITÁRIO FOTO: cbsnews.com
Segundo a edição on-line do jornal norte-americano “USA Today”, o marechal de guerra Brian Burridge, comandante das forças britânicas no Golfo Pérsico, anunciou a descoberta das duas minas e acrescentou ser necessário efectuar novas buscas nas águas do porto antes de iniciar o desembarque. Ao largo, um navio britânico com 230 toneladas de alimentos, medicamentos, cobertores e água, e dois navios australianos, cada um com 55 mil toneladas de trigo, aguardam por autorização para iniciar aquela que poderá vir a ser a maior operação humanitário alguma vez montada. Ontem, um vice-almirante australiano tinha anunciado a abertura do porto de Umm Qasr, o único no Iraque com águas suficientemente profundas para permitir a acostagem de grandes barcos, indicando que o desembarque humanitário começaria esta quinta-feira.
Sob 12 anos de sanções internacionais, cerca de 60 por cento dos 22 milhões de iraquianos vivem dependentes de rações de comida distribuídas pelo governo iraquiano ao abrigo do programa de troca de petróleo por comida, a excepção humanitária às sanções, tutelada pela ONU. Fontes da organização mundial calculam que a comida armazenada no Iraque acabe nos últimos dias de Abril e teme que se até aí não tiver sido iniciado um programa de abastecimento paralelo haverá uma gigantesca crise humanitária no Iraque.
Ontem, em Nova Iorque, o Conselho de Segurança da ONU não conseguiu chegar a um acordo para reatar o programa de auxílio humanitário ao Iraque (suspenso com o início das hostilidades) devido à insistência de alguns países em cobrar aos Estados Unidos da América e ao Reino Unido os custos da operação. Amanhã (sexta-feira), as agências humanitárias da ONU vão pedir às nações de todo o mundo que doem dinheiro para uma operação humanitária no Iraque, alegando necessitar de 1,9 mil milhões de dólares. Antes do início da guerra estava previsto fazer semelhante apelo, mas para um total 120 milhões de dólares. A diferença ilustra muito bem a dimensão da crise que se avizinha.
Ontem (quarta-feira), a delegação no Koweit da Sociedade do Crescente Vermelho conseguiu fazer chegar cinco camiões, com 45 mil caixas de comida, à cidade de Safwan, no Sul do Iraque. Os iraquianos tomaram de assalto o carregamento, produzindo dramáticas imagens de ansiedade. Dois camiões cisterna militares britânicos levaram água até Bassorá, onde se temia uma crise aguda já nos próximos dias, uma vez que a cidade esteve alguns dias sem electricidade e, consequentemente, sem água.
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