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Administração da TV pública angolana critica "contratos danosos" com filhos do ex-PR

Lusa 5 de Janeiro de 2018 às 09:23

A administração da Televisão Pública de Angola (TPA) classificou hoje como "leonino e de caráter abusivo" o contrato que vigorou até final de 2017, com empresas de dois filhos do ex-Presidente angolano, para gestão do canal 2.

Em comunicado a que a Lusa teve hoje acesso, o novo conselho de administração da televisão pública, nomeado pelo chefe de Estado, João Lourenço, critica a forma como os contratos, que classifica como "altamente danosos", com a Semba Comunicação e Westside Investiments, foram implementados desde 2007, envolvendo, além da gestão da TPA 2, também o canal internacional.

"Apenas de acordo com os contratos a que tivemos acesso, assinados entre a Westside/Semba, a TPA e o Ministério da Comunicação Social, e renovados em 2014, o total dos pagamentos por ano efetuados pelo Estado àquelas empresas privadas ascendiam aos 17.580.000 de dólares [14,8 milhões de euros]", lê-se no comunicado, em que a administração da televisão pública crítica "declarações despropositadas" que nos últimos dias se têm "multiplicado", sobre o contrato de gestão da TPA 2.

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