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AI denuncia crescente repressão na Arábia Saudita um ano após assassínio de Jamal Khashoggi

Lusa 2 de Outubro de 2019 às 01:01

A Amnistia Internacional (AI) acusou hoje a Arábia Saudita de continuar a impedir a monitorização do caso relacionado com o assassínio do dissidente saudita Jamal Khashoggi e considera que o atual processo carece de transparência.

"Até ao momento, também não existe qualquer informação sobre a forma como a investigação foi realizada e se os suspeitos tiveram acesso adequado a advogados. Desconhece-se ainda se os restos mortais de Khashoggi foram ou não entregues à família", indica, em comunicado, a ONG de defesa de direitos humanos no primeiro aniversário da morte do jornalista saudita.

O julgamento de 11 suspeitos do assassínio do jornalista e dissidente de nacionalidade saudita iniciou-se em janeiro de 2019, mas as sessões estão vedadas ao público e todo o processo carece de transparência. "As autoridades sauditas não permitiram a monitorização independente do caso e cinco pessoas enfrentam a pena de morte, a pedido da acusação", prossegue o comunicado.