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AI PEDE INVESTIGAÇÃO URGENTE

A Amnistia Internacional (AI) está preocupada com o elevado número de mortes de civis no Iraque e pretende que seja levada a cabo uma investigação independente sobre o que está a acontecer.
2 de Abril de 2003 às 13:25
AI PEDE INVESTIGAÇÃO URGENTE
A AI, que alega não se justificar bombardear cidades, por não estarem acauteladas as vidas de civis, considera que podem estar a ser praticados crimes de guerra tanto por parte dos aliados como por parte do Iraque.
Entre as situações referenciadas pela AI, destacam-se, do lado iraquiano, a utilização de escudos humanos, tácticas militares perversas e a instalação de objectivos militares junto de populações civis.
Por sua vez, os aliados são acusados de ter atacado a TV iraquiana, um alvo civil, e de protagonizarem vários acidentes com mortos civis, como o que aconteceu segunda-feira passada em Najaf, em que morreram sete mulheres e crianças, abatidas por militares norte-americanos num posto de controlo.
Outra das questões que mais tem preocupado a Amnistia Internacional neste conflito é o tratamento que está a ser dado por ambas as partes aos prisioneiros de guerra.
Também o Comité Internacional da Cruz Vermelha está preocupado com as vítimas civis da guerra, nomeadamente com os bombardeamentos efectuados na região de Al Hilla, a Sul de Bagdad, que terão provocado dezenas de mortos e cerca de 450 feridos.
O porta-voz desta organização, Roland Huguenin-Benjamin, afirma que uma equipa de quatro médicos que se encontra do hospital de Al Hilla classificou o que tem visto como “um verdadeiro horror”, com dezenas de corpos desmembrados.
“Que tipo de armas foram utilizadas nestes bombardeamentos?”, questiona Roland Huguenin-Benjamin, que assinala que o hospital de All Hilla está cheio de mulheres e crianças, agricultores e respectivas famílias, que se encontravam nos campos ou nas suas casas.
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