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Correio da Manhã

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AirHelp aterra em Portugal para reclamar pelos passageiros das companhias aéreas

No primeiro mês de atividade recebeu 200 reclamações.
8 de Junho de 2014 às 15:35

A AirHelp acabou de aterrar em Portugal para reclamar junto das companhias aéreas pelos passageiros que chegam atrasados ao destino e, no primeiro mês de atividade, recebeu 200 reclamações.

Maria Tavares, economista de 25 anos, trouxe para Portugal a jovem empresa dinamarquesa que conheceu nas redes sociais e agora quer levá-la para o Brasil.

AirHelp, que se lançou em altos voos quando foi distinguida em Silicon Valley, está já a operar em vários países europeus e nos Estados Unidos, com o objetivo de proteger os direitos dos passageiros aéreos em situações de voos com atraso, cancelamentos e 'overbooking' (falta de lugares para todos os passageiros).

Maria Tavares, que trabalhava há dois anos na área financeira da Vodafone, viu o anúncio de recrutamento para a expansão da AirHelp no LinkedIn e não resistiu ao desafio. Deixou a estabilidade de um emprego e tornou-se "gestora de negócio em Portugal".

Para já, é a única pessoa a atender o telefone da empresa, mas quer alargar a equipa à medida que as queixas se avolumem.

No mês de maio, o primeiro de atividade em Portugal, deram entrada 200 reclamações na página da empresa em português (client/tinymce/jscripts/tiny_mce/www.getairhelp.com/pt), sendo esta a forma preferencial para apresentar reclamações, adiantou a responsável.

"O segredo melhor guardado pelas companhias aéreas é que se chegar ao seu destino final com um atraso superior a três horas poderá conseguir uma indemnização de até 600 euros por passageiro. Isto significa que a compensação para uma família com duas crianças poderá chegar aos 2.400 euros", sustenta Maria Tavares à Lusa, referindo que a maioria dos passageiros desconhece aquilo a que tem direito.

Mais, adianta, os passageiros têm até três anos para apresentar reclamações relativas a voos, isto é, ainda podem fazer um pedido de indeminização relativo a uma viagem que correu mal em 2011.

"Existe uma grande falta de informação sobre as situações em que os passageiros estão aptos a receber indemnizações e quando lhes é dado a conhecer os seus direitos, a grande parte dos cidadãos vê o moroso processo de reclamação como um forte entrave, desistindo na fase inicial", acrescenta.

A AirHelp leva as reclamações até às últimas instâncias, isto é, aos tribunais, quando não é possível chegar a acordo com as companhias aéreas. Nos casos em que reclamações são bem-sucedidas, a empresa cobra uma comissão que corresponde a 25% do valor da indemnização.

"Não recebemos nada se a reclamação não for bem-sucedida", explica.

Maria Tavares pretende expandir a empresa para o Brasil "o mais rápido possível", estando a "ganhar alguma experiência em Portugal primeiro" para poder entrar no principal mercado da América Latina.

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