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Ajudas a Portugal e Grécia resgatam a banca alemã

Conselheiro económico independente de Durão Barroso diz que é incorrecta a narrativa alemã de que a crise do euro tem a ver com o Sul a querer levar o dinheiro alemão.
11 de Maio de 2014 às 10:18

Philippe Legrain foi conselheiro económico independente do presidente da Comissão Europeia, entre Fevereiro de 2011 e Fevereiro deste ano, o que lhe permitiu acompanhar por dentro o essencial da gestão da crise do euro, refere o diário Público.

Numa entrevista ao jornal Público, o ex-conselheiro de Durão Barroso refere que grande parte da explicação da crise do euro é que o sector bancário dominou os governos de todos os países e as instituições da zona euro. Assim, quando a crise financeira rebentou, foram todos a correr salvar os bancos, com consequências muito severas para as finanças públicas e sem resolver os problemas do sector bancário, diz Legrain.

O ex-conselheiro explica ainda que o problema agravou-se e tornou-se europeu quando surgiram os problemas da dívida pública da Grécia. O que teria sido sensato fazer na altura - e que era dito em privado por muita gente no FMI e que este acabou por dizer publicamente no ano passado - era uma reestruturação da dívida grega.

A opinião de Philippe Legrain, muito crítica, do que foi feito pelos líderes do euro, está expressa no livro que acabou de publicar "European Spring: Why our Economies and Politics are in a mess".

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