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Aldeia israelita constrói mural da paz

Arte entre granadas e foguetes.
Lusa 13 de Dezembro de 2015 às 09:22
O 'caminho para a paz' é uma criação conjunta de milhares de pessoas
O 'caminho para a paz' é uma criação conjunta de milhares de pessoas FOTO: Direitos Reservados

O 'caminho para a paz' (Netiv L'Shalom) é um projeto artístico de apelo à paz, no muro de separação com a faixa de Gaza, próximo da aldeia israelita de Netiv HaAsara, frequentemente bombardeada a partir de Gaza.


"Precisamos de ser mais pacientes uns com os outros, não precisamos de concordar sempre. Apenas queremos ser boas pessoas e viver a nossa vida", afirmou Tsameret Zamir, responsável pelo projeto.


O 'caminho para a paz' é uma criação conjunta de milhares de pessoas que colaram uma pequena peça cerâmica - de variadas formas, como casas, borboletas, flores, ou inscrições da palavra 'paz' em diversas línguas -, nas proteções de betão contra atiradores furtivos, situadas a alguns metros do muro de separação entre Gaza e a aldeia de Netiv HaAsarah.


As peças são feitas por Tsameret e pintadas por pessoas com necessidades especiais em Ashkelon, a 64 quilómetros a sul de Telavive.

A segunda parte do mural, de "esperança num futuro pacífico", nas palavras da artista, ocupa já, pelo menos dez metros de uma parede de betão, de 20 por dois metros de altura.


Dois lados da barreira
O convite para participar na criação de um mural da paz, que pode ser visto dos dois lados da barreira de separação entre Israel e a faixa de Gaza, é extensivo aos visitantes da aldeia, um alvo - pela proximidade - constante dos ataques dos combatentes do movimento radical islâmico palestiniano Hamas, no poder em Gaza.


Hila Fenlon, uma residente da aldeia, junto à fronteira norte da faixa de Gaza, afirmou que os foguetes e granadas de morteiro disparadas pelo Hamas são "uma arma psicológica", cujo objetivo é "aterrorizar e quebrar o espírito dos residentes".


Nos últimos 15 anos, mas principalmente desde que Israel retirou forças militares e populações da Faixa de Gaza, caíram centenas de projéteis em Netiv HaAsara. "Não há horários, os ataques podem acontecer a qualquer momento. A altura mais 'popular' é de manhã, mas também podem cair ao princípio da madrugada", disse.

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