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Alegações finais a caso de fogo já tem data marcada

Incêndios provocaram a morte a quatro bombeiros.
Lusa 30 de Outubro de 2014 às 14:31
Durante a sexta sessão do julgamento foi feita uma tentativa de analisar o telemóvel de Luís Patrick
Durante a sexta sessão do julgamento foi feita uma tentativa de analisar o telemóvel de Luís Patrick

As alegações finais do julgamento dos dois acusados da autoria dos incêndios florestais registados no verão de 2013 na Serra do Caramulo, que provocaram a morte a quatro bombeiros, foram esta quinta-feira marcadas para 14 de novembro.

Luís Patrick e Fernando Marinho estão acusados de, na noite de 20 para 21 de agosto de 2013, terem andado de moto pela serra a atear vários focos, que resultaram nos incêndios de Alcofra, Meruge e Silvares.

Durante a sexta sessão do julgamento realizada esta quinta-feira de manhã, na secção de proximidade de Vouzela, foi feita uma tentativa de analisar o telemóvel de Luís Patrick, que desde o início garante estar inocente.

O objetivo era aceder ao histórico da aplicação Tango (que permite efetuar chamadas de videoconferência), através da qual Luís Patrick disse ter contactado nessa noite uma namorada que estava em França.

Durante o seu depoimento, Luís Patrick tinha garantido que nessa noite esteve na praia fluvial de Alcofra e que, por várias vezes, se deslocou para junto de um café onde havia internet sem fios que lhe permitia usar a aplicação.

Apesar das tentativas, foi inviável analisar o telemóvel durante a sessão, tendo por isso sido solicitada à Polícia Judiciária (PJ) a realização de um exame detalhado à aplicação relativamente aos dias 20 e 21, em que há registo de 21 e 73 acessos, respetivamente.

Acusados de crime de incêndio florestal

O juiz presidente pediu à PJ urgência na realização do exame, uma vez que este terá de estar disponível "impreterivelmente até ao dia 14".

Foi ainda requerida a audição por videoconferência de uma testemunha que se encontra em França, o que deverá também acontecer no dia 14.

Luís Patrick e Fernando Marinho estão acusados, em coautoria, de um crime de incêndio florestal, de quatro homicídios qualificados e de 13 de ofensa à integridade física qualificada. Sobre o primeiro recai também a acusação de condução sem qualificação legal.

Na primeira sessão, Fernando Marinho tinha admitido que o que está na acusação é verdade e contou que Luís Patrick ateou os incêndios de Alcofra e de Meruge e ele o de Silvares (seis focos que se juntaram num só incêndio), depois de incitado pelo amigo.

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