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Correio da Manhã

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Alemanha envia soldados para o Líbano

O gabinete da chanceler alemã Angela Merkel aprovou, esta quarta-feira, o envio de uma força militar naval e aérea para o Líbano, no âmbito do prometido aumento da participação da Alemanha nas forças de manutenção de paz no estrangeiro.
13 de Setembro de 2006 às 13:10
O contigente alemão, que fontes oficiais admitem poder chegar aos 2400 homens, integrará a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), que tem por objectivo manter o cessar-fogo no Líbano após 34 dias de confrontos entre o Exército israelita e o Hezbollah libanês.
A questão do envio de militares alemães para o Médio Oriente cerca de 60 anos depois de o regime Nazi ter morto cerca de seis milhões de judeus, durante a II Guerra Mundial, dividiu o país, cujos governos têm encarado com relutância a participação em missões militares no estrangeiro.
“Sou sempre cuidadosa em relação ao uso de grandes palavras, mas creio que podemos dizer que esta missão não é como outra qualquer. Enviar tropas para o Médio Oriente é para nós uma decisão histórica”, comentou a chanceler alemã.
Grande parte da relutância em enviar soldados alemães para o Médio Oriente prende-se com a eventualidade de poderem entrar em confronto com as forças israelitas, caso se verifique uma quebra do cessar-fogo. Daí que Berlim tenha recusado enviar tropas para o terreno.
Para contornar a polémica e o risco de os soldados alemães poderem confrontar-se com militares israelitas, o governo alemão optou por enviar uma força aérea e naval, que vai encarregar-se do patrulhamento da costa libanesa, para impedir a chegada de armas ao Hezbollah.
A contribuição com 2.400 soldados para reforçar o contingente da UNIFIL fará da Alemanha o segundo participante na chamada UNIFIL II, depois da Itália, com 3.000, e da França, com 2.000. No total, as Nações Unidas aprovaram um reforço da UNIFIL no Sul do Líbano de 15 mil soldados.
O envio da força alemã terá ainda de ser votada no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento, onde a coligação governamental de conservadores e sociais-democratas tem uma maioria confortável, o que deverá acontecer até ao final da semana.
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