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Santana diz que Portugal estaria "muito diferente" se Sampaio não tivesse derrubado o seu governo

Líder do novo partido Aliança ataca o governo por "crime de lesa-pátria" no Sistema Nacional de Saúde.
Lusa 9 de Fevereiro de 2019 às 23:00
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança
Santana Lopes no Congresso do partido Aliança

O líder da Aliança, Santana Lopes, sugeriu este sábado que o país poderia estar "muito diferente", para melhor, se o antigo Presidente da República Jorge Sampaio não tivesse dissolvido o parlamento e provocado a queda do seu governo em 2004.

"Se o então Presidente da República, em 2004, não tivesse feito o que fez, o país estaria hoje muito diferente, de certeza absoluta", acentuou Pedro Santana Lopes, na sua primeira intervenção no congresso fundador da Aliança, em Évora, iniciada quando já passava das 22h00.

O antigo primeiro-ministro, então líder do PPD-PSD, referia-se à opção de Jorge Sampaio pela dissolução da Assembleia da República, em 2004, que provocou a queda do governo por si chefiado e as novas eleições, ganhas com maioria absoluta pelo PS de José Sócrates.

Pedro Santana Lopes aproveitou a "conversa" com os militantes para defender que Portugal precisa das "políticas certas, sem a cobardia dos ataques pessoais".

"Vamos para a campanha sem fazer distinção entre partidos com assento ou sem assento parlamentar", apelou.

"Crime de lesa pátria" no SNS

O líder da Aliança, Pedro Santana Lopes, classificou a "degradação do Serviço Nacional de Saúde" como um "crime de lesa-pátria", originado pelo sacrifício às metas do défice imposto pelo ministro das Finanças.

Na primeira intervenção no congresso fundador da Aliança, que decorre em Évora, o antigo primeiro-ministro disse que até admitiria elogiar os 0,6% de défice conseguido por Mário Centeno "se não fosse a degradação" das condições de vida da sociedade, designadamente no SNS.

"É um crime de lesa-pátria tudo o que se tem passado no Serviço Nacional de Saúde", sustentou, defendendo que a situação só poderá ser invertida com crescimento económico sustentado, que tem de ser um "desígnio nacional" e envolver "vontade política e convicção" dos dirigentes partidários.

Partido "não é o de uma pessoa só"

"Confesso que estou esmagado pelo que tenho visto. Esmagado no bom sentido", acentuou o antigo primeiro-ministro, numa sua primeira intervenção, ou conversa, como preferiu classificá-la, já passava das 22:00, no congresso fundador da Aliança.

Santana Lopes refutou a ideia de que a Aliança nasceu "por causa de uma pessoa" ou "de lugares" - "Que se desengane" - sublinhando que bastaria a "presença impressionante" dos militantes para perceber que "não é o partido de uma pessoa só".

"A política é bonita! A política com P grande. E essa tem de ser uma regra sagrada da Aliança", concretizou, depois de elogiar o "trabalho obivamente coletivo" e o "modo de intervenção cívica" e de "serviço à comunidade" demonstrado pelos militantes do novo partido, que tem a sigla A.

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