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Correio da Manhã

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Análise técnica da ponte foi incompleta

O engenheiro José Mota Freitas, da empresa projectista Eteclda, que estudava o alargamento ou substituição da ponte Entre-os-Rios, disse na audiência desta quarta-feira no Tribunal de Castelo de Paiva que a ex-Junta Autónoma das Estradas (JAE) não visionou a totalidade das imagens às fundações da estrutura ficando de fora da análise técnica ao pilar que ruiria a 4 de Março de 2001, provocando o colapso da ponte e a morte de 59 pessoas.
3 de Maio de 2006 às 18:25
De acordo com Mota Freitas o processo de verificação técnica das imagens ocorrida "algures em 1987" foi interrompida por decisão do director de pontes da ex-JAE, Noya coutinho, já falecido. O engenheiro explicou que quando as imagens começaram a incidir sobre o pilar P4, o responsável disse que "este deve estar igual aos outros e terminou a sessão. Estava toda a gente farta daquilo".
Recorde-se que diversas peritagens indicam que a queda da ponte ficou a dever-se ao descalçamento e consequente ruptura do pilar P4.
O tribunal tenta apurar se, conforme sustenta o Ministério Público, Mota Freitas, de 67 anos, e outro funcionário da empresa Eteclda juntamente com quatro técnicos da ex-JAE, cometeram crimes de violação das regras técnicas, puníveis com prisão até cinco anos.
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