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António Costa pressiona parceiros sociais para acordo sobre salários de jovens mais qualificados

Primeiro-ministro assumiu posição aos jornalistas após ter estado na Web Summit.
Lusa 6 de Novembro de 2019 às 19:01
António Costa
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O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira fundamental para a competitividade e para o crescimento da economia portuguesa a conclusão em breve de um acordo de rendimentos entre os parceiros sociais para a evolução dos salários dos jovens quadros qualificados.

António Costa assumiu esta posição perante os jornalistas, depois de ter visitado os três pavilhões da Web Summit, no Parque das Nações, em Lisboa, durante cerca de três horas, e em que esteve sempre acompanhado pelos ministros de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, e da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Interrogado sobre o processo em torno da evolução do salário mínimo até 2023, António Costa não se alongou sobre o tema e apenas referiu que foi fixada a meta de se atingir os 750 euros no final da legislatura e que o assunto está em negociação na concertação social.

No final da sua visita à Web Summit, onde esteve um total de sete horas, António Costa preferiu antes destacar a importância de "haver um acordo global sobre a política de rendimentos para o crescimento da economia".

"Temos de ter um acordo específico para a valorização salarial dos jovens mais qualificados, o qual já propusemos [à concertação social]. Isso tem tudo a ver com aquilo que estamos aqui a assistir na Web Summit", declarou o primeiro-ministro.

Nesta visita à Web Summit, em que em alguns momentos também esteve acompanhado pelas ministras da Cultura, Graça Fonseca, da Modernização Administrativa, Alexandra Leitão, e pela secretária de Estado Adjunta da Saúde, Jamila Madeira, o primeiro-ministro deixou um aviso às confederações patronais: "Se queremos ser competitivos no futuro a vender, as empresas têm de ser também competitivas a contratar", disse.

Ou seja, segundo António Costa, "se Portugal não quer perder os seus melhores recursos humanos, através da emigração para o estrangeiro, tem de possuir empresas capazes de fixar o talento".

"Seria um enorme desperdício para o esforço das famílias e para o esforço do Estado que os mais novos tivessem de se ir embora para terem a oportunidade de se realizar. Não queremos fechar fronteiras, mas temos de garantir a liberdade de cada um poder ficar e de aqui se poderem realizar plenamente", justificou.
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