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António Guterres condena ataques na Nigéria

O secretário-geral da ONU ofereceu apoio na luta contra o terrorismo.
Lusa 25 de Julho de 2017 às 15:39
António Guterres
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou esta terça-feira os ataques terroristas que causaram a morte de oito pessoas na Nigéria e prometeu apoiar o governo do país na luta contra o terrorismo.

"O secretário-geral condena os ataques suicidas nos dois campos para deslocados internos perto de Maiduguri, no estado de Borno, na Nigéria. Estes ataques terroristas estão a atingir pessoas que já tiveram de fugir das suas casas devido à violência causada pelo Boko Haram", disse o porta-voz de Guterres.

Pelo menos oito pessoas morreram depois de mulheres armadilhadas com cintos explosivos atacarem dois campos de deslocados perto de Maiduguri, principal cidade do nordeste da Nigéria, onde nasceu o grupo extremista Boko Haram.

"O secretário-geral estende as suas condolências ao povo e governo da Nigéria pela perda de vidas, deseja uma rápida recuperação para aqueles que estão feridos e pede que os responsáveis por este ato hediondo sejam rapidamente levados até à justiça", acrescentou o porta-voz.

O ataque foi levado a cabo no domingo à noite e fez ainda 15 feridos, de acordo com Bello Danbatta, porta-voz de uma organização de autodefesa civil, Civilian-JTF, em declarações à agência Associated Press.

O Boko Haram tem atacado com frequência a cidade de Maiduguri, com bombistas suicidas, e tem vindo a fazê-lo cada vez mais com mulheres, mas este foi o primeiro grande ataque num campo de pessoas deslocadas.

Milhares de pessoas continuam a procurar este tipo de campos depois de serem forçadas a abandonar as suas casas pelo Boko Haram.

Na nota da ONU, Guterres "reitera o apoio das Nações Unidas na luta contra o terrorismo e o extremismo violento, em conformidade com o cumprimento de leis humanitárias internacionais, de refugiados e direitos humanos."

O Boko Haram ganhou reputação mundial com o rapto de milhares de pessoas e levou a violência aos países vizinhos, provocando uma das mais vastas crises humanitárias no planeta.

A rebelião deste grupo radical islâmico fez já mais de 20 mil mortos desde o seu início, há oito anos.
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