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Correio da Manhã

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Apoiantes de Paulo Portas ganham primeira votação

Os apoiantes da recandidatura do ex-ministro da Defesa, Paulo Portas, à liderança democrata-cristã ganharam este domingo a primeira votação no Conselho Nacional, a decorrer em Óbidos, um requerimento processual interposto pelo deputado Telmo Correia, que obteve o apoio de dois terços dos conselheiros.
18 de Março de 2007 às 17:45
Apesar desta primeira votação, a direcção do CDS-PP não considera que signifique uma vitória dos apoiantes de Paulo Portas.
“Não se pode retirar essa ilação, pela simples circunstância que a direcção ainda não abriu a boca neste Conselho”, declarou o secretáro-geral Martim Borges de Freitas, acrescentando que existem apoiantes de Ribeiro e Castro que votaram a favor do requerimento de Telmo Correia.
RIBEIRO E CASTRO QUER DEBATE SOBRE DIRECTAS
Ribeiro e Castro defendeu este domingo que o CDS-PP deve fazer uma discussão aprofundada sobre o modelo de directas que pretende, sugerindo que os militantes do partido possam escolher directamente não só o próximo presidente mas também a direcção.
Na sua intervenção inicial no Conselho Nacional, o líder democrata-cristão voltou ainda a defender a eleição do próximo presidente em Congresso colectivo, afirmando que se os militantes preferirem a via das directas pode ser convocado um Congresso estatuário, que integre o modelo nos estatutos do CDS-PP.
CASTRO E PORTAS REMETEM DECISÔES PARA O CONSELHO
O presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro, e o ex-ministro da Defesa, Paulo Portas, remeteram este domingo para o Conselho Nacional do partido a decisão de escolher o modo de eleição do próximo líder democrata-cristão, através um Congresso ou de directas.
Ribeiro e Castro, à entrada do encontro, que teve início por voltas das 12h00, na Praia d’El Rey, em Óbidos, declarou não se tratar “de um confronto com Paulo Portas”, mas sim de “um Conselho Nacional onde vou defender as minhas posições”, escusando-se a fazer mais comentários.
Na ordem de trabalhos deste Conselho Nacional, encontra-se quer a marcação de um Congresso, defendido pela direcção, quer alterações estatuárias, incluindo as directas, pretendidas pelo ex-líder do partido.
Entretanto, um requerimento da distrital democrata-cristã de Leiria recolheu as mais de mil assinaturas necessárias para a convocação de um Congresso. Ribeiro e Castro não comentou o assunto, alegando não falar sobre questões jurídicas. Também Paulo Portas recusou comentar o requerimento, frisando que “não direi cá fora nada que reserve para os conselheiros”.
O ex-ministro da Defesa acrescentou ainda que aceitará “democrática e humildemente” o resultado da votação dos conselheiros do partido, sem, no entanto, esclarecer se será candidato à liderança do CDS-PP se o modelo escolhido for o Congresso.
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