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Associação de Bancos destaca importância da estabilidade

Faria de Oliveira diz que é necessário melhorar a rentabilidade do sistema bancário.
Lusa 28 de Outubro de 2015 às 12:29
Fernando Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos
Fernando Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos FOTO: Bruno Colaço

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) destacou esta quarta-feira a importância da "estabilidade" e da "confiança" para o sistema bancário, considerando que o novo Governo "tem uma base de continuação do anterior", com alguns novos nomes "fortes".

"O setor bancário vive sem dúvida muito da confiança, da perceção dos investidores e da sua avaliação do risco, portanto para o sistema é muito importante que haja estabilidade e confiança. Estas são questões para nós da maior importância", afirmou Fernando Faria de Oliveira.

O presidente da APB falava à margem da conferência 'Setor Bancário Português: a Supervisão e a Regulação. Que regras para uma efetiva estabilização do sistema financeiro e a recuperação da sua credibilidade', que esta quarta-feira assinala, no Porto, o 37.º aniversário da UGT.

Faria de Oliveira não comenta solução governativa
Escusando-se a pronunciar-se sobre a solução governativa encontrada na sequência do resultado das eleições legislativas de 4 de outubro, Faria de Oliveira disse apenas que "tem uma base de continuação do Governo anterior", com "novos nomes, alguns fortes".

"Vamos esperar, é um problema político e eu não tenho que estar a comentar", disse, remetendo para as decisões que venham a ser tomadas na Assembleia da República.

À entrada para a conferência, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos destacou a importância de um "esforço conjunto da gestão dos trabalhadores e dos outros 'stakeholders' do sistema bancário para o defender e para contribuir para um sistema que possa de facto ser um suporte significativo da economia".

Faria de Oliveira apontou ainda a "necessidade de melhorar a rentabilidade do sistema bancário", destacando que "é muito importante para permitir uma melhoria da remuneração no setor", e defendeu que "ser bancário continua a ser uma atividade prestigiante num setor onde a evolução é constante", quer a nível tecnológico, quer pela "complexidade resultante das novas regras ditadas pela supervisão" e pela "alteração dos modelos de negócio dos bancos".

Proteção do sistema financeiro
O administrador do Banco de Portugal Hélder Rosalino, que também participou na conferência, afirmou que "estão criadas condições para proteger o sistema financeiro" com as novas regras de supervisão.

"Os bancos têm hoje a consciência que o seu papel na estabilidade financeira é cada vez mais exigente", disse.

Para Hélder Rosalino, a supervisão é agora "em conjunto, em partilha de responsabilidades", com as equipas do Banco Central Europeu (BCE) a trabalharem com o Banco de Portugal.

"Há uma integração de responsabilidade", sustentou, concluindo estar confiante que "os depósitos e aplicações bancários estão seguros".

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