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Cristas acusa Governo de "ataque aos serviços públicos"

Deputada ofereceu ao primeiro-ministro um gráfico de presente.
Lusa 14 de Outubro de 2016 às 12:15
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas FOTO: Lusa

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou esta quinta-feira o Governo de desferir um "enorme ataque aos serviços públicos" através de cativações, num debate quinzenal em que ofereceu ao primeiro-ministro um gráfico de presente.

"O senhor tem a faca e o queijo na mão e faz cativações, e as cativações significam corte na despesa, significa um enorme ataque aos serviços públicos. O seu Governo e o Governo das esquerdas radicais é o Governo do enorme ataque aos serviços públicos. É também o Governo do enorme ataque ao investimento público", acusou Assunção Cristas.

A líder centrista começou as suas perguntas ao primeiro-ministro, António Costa, com a oferta ao chefe do executivo de um gráfico, envolto em fita de presente, com a "variação homóloga do PIB, do investimento e das exportações", para que possa "colocar no seu gabinete" os dados que "são verdadeiros, fonte do INE".

Num momento do debate com vários momentos de ironia, António Costa disse que o interesse do CDS pelo ataque aos serviços públicos e a sua crítica a cortes, merecia um "prémio".

"Eu já tenho anos suficientes de vida política para esperar ouvir quase tudo, agora verdadeiramente à senhora deputada tenho de lhe dar um prémio. Vir do CDS a censura quanto ao corte na execução da despesa pública, isso é que não estava de modo algum preparado", afirmou.

"Nem sei que lhe diga", acrescentou.

Assunção Cristas perguntou também ao primeiro-ministro se "cumpre ou não com a sua palavra" na eliminação da sobretaxa.

António Costa respondeu que o Governo vai cumprir, tal como fez em 2016 e fará em 2017.

Sobre o presente recebido, o gráfico envolto em fita de presente que Assunção Cristas usou para desmentir os dados económicos do Governo, Costa agradeceu "a gentileza" e "ainda por cima com o requinte da escolha de uma fita cor-de-rosa".

"Julgava aliás ser vermelho rubro tal a esquerdização que tem descrito ter acontecido no PS e em particular a mim próprio, mas vejo que teve a gentileza de reservar o vermelho mais rubro para o PCP e manter o PS com o devido tom cor-de-rosa", disse.

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