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Astrónomos detetam oxigénio mais antigo do Universo

Lusa 8 de Março de 2017 às 11:00

Uma equipa internacional de astrónomos detetou a mais antiga emissão de oxigénio no Universo, a partir da observação de uma galáxia distante com concentrações abundantes de poeira cósmica, revelou hoje o Observatório Europeu do Sul (OES).

A poeira cósmica (pequenas partículas de matéria formadas a partir da morte de gerações de estrelas mais antigas) é a base para a constituição de novas estrelas, dos planetas e das moléculas complexas, incluindo das que dão origem à vida. Atualmente abundante, a poeira interestelar era, no entanto, escassa nos primórdios do Universo, antes de as primeiras gerações de estrelas morrerem.

A equipa de astrónomos, liderada por Nicolas Laporte, da University College London, no Reino Unido, usou o maior radiotelescópio do mundo, o ALMA, e observou a emissão de oxigénio ionizado pela galáxia "A2744_YD4". Para os investigadores, trata-se da deteção mais distante, logo mais antiga, de oxigénio no Universo, de acordo com um comunicado do OES, organização astronómica da qual Portugal faz parte e que gere o ALMA.

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