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Correio da Manhã

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Atentados no Sri Lanka provocam forte queda na procura turística

Massacre causou um prejuízo de cerca de 1,3 mil milhões de euros nas receitas do turismo.
26 de Abril de 2019 às 13:26
Vídeo mostra suspeito de um dos ataques suicidas numa igreja do Sri Lanka
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Vídeo mostra suspeito de um dos ataques suicidas numa igreja do Sri Lanka
Vídeo mostra suspeito de um dos ataques suicidas numa igreja do Sri Lanka
Vídeo mostra suspeito de um dos ataques suicidas numa igreja do Sri Lanka
Vídeo mostra suspeito de um dos ataques suicidas numa igreja do Sri Lanka
Os atentados de domingo de Páscoa no Sri Lanka poderão causar um prejuízo de cerca de 1,3 mil milhões de euros em receitas perdidas no turismo, este ano, anunciou esta sexta-feira o ministro das Finanças do país.

A ilha do sul da Ásia é um dos destinos mais procurados por turistas que procuram praias idílicas e vegetação exuberante, mas este ano deve ficar bem aquém dos dois milhões de visitantes que ali chegaram em 2018, por causa dos atentados terroristas, segundo contas do governo.

"O turismo vai ser o (setor económico) mais afetado", disse esta sexta-feira o ministro das Finanças do Sri Lanka, Mangala Samaraweera, numa conferência de Imprensa.

Para o responsável governamental, "espera-se uma queda de 30% nas receitas, o que significa uma perda de cerca de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros)".

Tendo em vista a segurança no país, o governo do Sri Lanka suspendeu um programa de isenção de vistos de turistas, que se destinava a aumentar a procura na época baixa na região, a partir do início de maio e durante seis meses.

O turismo deveria este ano gerar perto de 4,5 mil milhões de euros em receitas, subindo de cerca de quatro mil milhões de euros em 2018.

O início do ano tinha sido encorajador para o setor do turismo no Sri Lanka, com o número de visitantes a subir 4,6%, para cerca de 750 mil turistas, no primeiro trimestre de 2019.

A Índia, país vizinho, é a principal fonte de turistas no Sri Lanka, seguido do Reino Unido, antiga potência colonial, e da China.

Mas o atentado que no domingo de Páscoa atingiu igrejas e hotéis, fazendo 253 mortos, e reivindicado pelo movimento 'jihadista' Estado Islâmico, está a ter um impacto muito relevante na procura turística da ilha asiática, segundo o governo do Sri Lanka.

Com base nos precedentes de países afetados por ataques terroristas - como a França, Bélgica, Espanha e Tunísia - o ministro Samaraweera disse que deverá haver um período de dois anos até um retorno à normalidade.

"Normalmente, os países que sofreram ataques isolados costumam recuperar os níveis de procura turística no prazo de dois anos, desde que se resolvam os problemas na raiz e que as medidas de segurança sejam bem comunicadas", explicou o ministro das Finanças.

Desde o Reino Unido a Israel, passando pela Holanda, foram muitos os países que pediram aos cidadãos para evitarem viajar para o Sri Lanka ou para abandonarem o país, se lá estiverem.

O governo da Austrália disse ser "provável" que novos ataques sejam cometidos na ilha, na sequência das perseguições aos suspeitos, que continuam no terreno.

Centenas de holandeses atualmente no Sri Lanka serão repatriados nos próximos dias, anunciou esta sexta-feira uma empresa especializada em seguros de turismo.
Sri Lanka Ásia Estado Islâmico economia negócios e finanças turismo
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