Ativista brasileira presa na Rússia acusada de pirataria

Bióloga brasileira detida quando tentava invadir plataforma petrolífera.
03.10.13
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A ativista brasileira do Greenpeace Ana Paula Alminhana Maciel, presa com outros 29 ambientalistas pela Guarda Costeira da Rússia dia 18 de setembro ao tentar invadir a plataforma petrolífera Prirazlomraya, no Árctico, foi incriminada pela justiça daquele país pelo crime de pirataria marítima. A esse crime corresponde na Rússia uma pena de 15 anos de prisão, o que deixou a mãe de Ana Paula, Rosângela Maciel, que vive em Porto Alegre, no sul do Brasil, com o coração despedaçado.

“A ansiedade em que encontro é muito grande. Só queria escutar a voz dela hoje, mas sei que isso não vai ocorrer tão cedo. Não é fácil. Estou a tentar ser forte como a minha filha, mas está a ser difícil”, afirmou a mãe da ativista a um repórter local pouco depois de ter recebido um telefonema do Greenpeace informando que Ana Paula tinha sido formalmente acusada:“Tenho a certeza de que ela está confiante e tranquila. A última vez em que recebi um recado, mandou dizer para não me preocupar. Ela está a fazer o bem e vai lutar por isso sempre, mas, mesmo sabendo disso, a ansiedade em que estou é muito grande.”

Além de Ana Paula, que é bióloga, outros 12 ativistas e um operador de câmara foram acusados de pirataria. O Comité de Instrução russo ainda vai definir as acusações contra os outros membros do grupo, que tem, além da brasileira e de quatro russos, cidadãos dos EUA, Argentina, Reino Unido, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Dinamarca, República Checa, Holanda, Austrália, Polónia, Finlândia, Turquia, Suécia e França.

Os ativistas preparavam-se para escalar a plataforma, que só entrará em operação em março do ano que vem, para protestarem contra a exploração de petróleo no Árctico quando foram surpreendidos pela Guarda Costeira russa e presos. No domingo, a justiça russa decidiu que os elementos do grupo ficarão presos preventivamente pelo menos por dois meses.

Rosângela, outros familiares e amigos estão muito apreensivos com a possibilidade de Ana Paula ser condenada a uma pena pesada, mas acreditam no trabalho dos advogados enviados pelo Greenpeace que estão a cuidar da bióloga e dos demais ativistas presos. A mãe, depois do momento de desânimo, disse acreditar que a filha voltará ainda mais forte do que antes.

“Ela vai voltar ainda mais forte. Tenho certeza que mesmo depois de tudo o que está a acontecer, ela não vai desistir do que acredita para fazer outra coisa”, vaticina Rosângela. O governo brasileiro já assinou um compromisso junto às autoridades da Rússia para apresentar Ana Paula à justiça local sempre que solicitado, na tentativa de ajudar nos esforços de libertação da bióloga.

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