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Correio da Manhã

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Autarcas de Loulé e São Brás em protesto à porta da urgência de Loulé

Falta de médicos tem impedido o atendimento dos utentes daqueles concelhos.
2 de Julho de 2014 às 14:09

Os presidentes das câmaras de Loulé e São Brás de Alportel estão hoje em protesto frente à entrada da Urgência Básica de Loulé, onde a falta de médicos tem impedido o atendimento dos utentes daqueles concelhos.

Há vários meses que vêm a público notícias de rutura de pessoal e material no Serviço de Urgência Básica (SUB) de Loulé e, esta terça-feira o SUB esteve impedido de abrir entre as 08h00 e as 09h15 por falta de médicos, situação que se repetiu hoje das 08h00 às 11h20, confirmou a Lusa no local.

"As carências são muitas ao nível de materiais, de pessoal e penso que já chega, temos de dizer basta", disse o presidente da câmara de São Brás de Alportel, Vitor Guerreiro (PS).

O serviço reabriu ao público, em ambos os dias, quando um médico do Centro de Saúde de Loulé é transferido para o local, obrigando ao cancelamento e remarcação de consultas, em alguns casos para o final de agosto.

Na base do problema está uma luta para a atribuição de responsabilidade dos SUB algarvios entre a Administração Regional de Saúde e o Centro Hospitalar do Algarve (CHA).

Apesar do despacho do Ministério da Saúde no final de maio, que passa a responsabilidade de gestão daqueles serviços para o CHA, o presidente do conselho de administração, Pedro Nunes, tem vindo a afirmar que aquele centro hospitalar só vai assumir os SUB quando forem transferidas verbas para o efeito.

Enquanto a situação não é resolvida, a câmara de Loulé tem vindo a empenhar esforços e meios para resolver situações pontuais, tendo Vitor Aleixo explicado que o município já forneceu tinteiros para as impressoras do Centro de Saúde de Quarteira, paga os postos de atendimento do interior do concelho, tem disponibilizado viaturas para as consultas de ambulatório e vai passar a pagar, pelo menos num caso, a deslocação de médicos para o interior do concelho.

"Nós tapamos buraquinhos porque achamos que o devemos fazer para resolver situações pontuais, mas isto não precisa de resolução de situações pontuais, precisamos de alterações profundas", acrescentou Vitor Aleixo.

"Esta situação arrasta-se e é uma situação extrema. Para situações extremas, respostas equivalentes e à altura", disse o presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo (PS).

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