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Correio da Manhã

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BAGDAD ADMITE CERCO TOTAL EM 5 A 10 DIAS

O ministro iraquiano da Defesa admitiu esta tarde que as forças da coligação poderão fechar o cerco a Bagdad nos próximos 5 a 10 dias, mas acrescentou que os soldados aliados vão enfrentar uma dura e prolongada resistência nas ruas da cidade.
27 de Março de 2003 às 20:39
Um Paladin da 3ª Divisão norte-americana na frente de Najaf
Um Paladin da 3ª Divisão norte-americana na frente de Najaf FOTO: cbsnews.com
“Colocámos as nossas principais defesas em Bagdad. Não constituirá surpresa sem em 5 a 10 dias eles consigam cercar todas as nossas posições em Bagdad. Eles têm capacidade para o fazer. Mas, eventualmente, terão de entrar na cidade”, declarou o ministro Sultan Hashim Ahmed, em declarações aos jornalistas estrangeiros em serviço na capital iraquiana.
As palavras do ministro iraquiano constituem mais munição disparada na guerra da informação que decorre em paralelo à guerra das armas de fogo. A referência a uma prolongada guerra urbana pretende ferir o moral das tropas da coligação, uma vez que este tipo de combates são o pior pesadelo para qualquer estratega militar. “Tudo poderá ficar decidido em dois meses, ou mais. Com a vontade de Deus, Bagdad será impenetrável. Vamos lutar em todo o lado até ao fim. A História vai recordar como os iraquianos combateram bem em defesa da sua capital”, sublinhou Sultan Hashim Ahmed.
O ministro iraquiano garantiu ainda que os intensos bombardeamentos contra as forças de defesa de Bagdad colocadas a sul da cidade poucas vítimas provocaram entre as fileiras armadas iraquianas. Hashim Ahmed referiu ainda que as tropas iraquianas quebraram o cerco em Najaf, a 160 quilómetros de Bagad, obrigando as tropas da coligação a fugir para o deserto, e assegurou que os aliados ainda não controlam qualquer cidade no Sul do país, o que contraria as garantias dadas pelo comando aliado a respeito de Umm Qasr, apesar de esta cidade portuária ser alvo de intensas e constantes buscas porta a porta. Também no Sul do Iraque, Bassorá está cercada por um contingente militar britânico, que ainda não avançou para o centro daquele perímetro urbano.
Com uma frente de guerra estendida da fronteira do Koweit até 100 quilómetros de Bagdad, o ministro iraquiano não deixou de fazer referência ao sobre-esforço a que está sujeita a imensa linha de apoio logístico da invasão, que se prolonga por mais de 500 quilómetros e que constitui, aliás, um dos riscos assumidos nesta guerra.
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