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Baltasar Garzón e Roberto Saviano condenam Ocidente

Juiz e escritor europeus estão contra a forma como o Ocidente lidou com o Estado Islâmico.
Lusa 2 de Outubro de 2014 às 22:25
O escritor italiano Roberto Saviano (esq.) e o juiz espanhol Baltasar Garzón (ao centro) na apresentação do novo livro de José Saramago, em Lisboa
O escritor italiano Roberto Saviano (esq.) e o juiz espanhol Baltasar Garzón (ao centro) na apresentação do novo livro de José Saramago, em Lisboa FOTO: EPA

O juiz espanhol Baltasar Garzón e o escritor italiano Roberto Saviano condenaram esta quinta-feira em Lisboa a forma como o Ocidente lidou com o avanço do grupo extremista sunita Estado Islâmico (EI) na Síria e no norte do Iraque.

Saviano e Garzón - que se tornaram figuras públicas devido à denúncia que fizeram de crimes violentos, da Camorra, da máfia napolitana e do regime do ditador chileno Augusto Pinochet, respetivamente -- referiam-se ao facto de uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos estar a tentar deter, por meio de ataques aéreos, a expansão da esfera de influência do EI em território sírio e iraquiano.

"Como sempre, é mais fácil bombardear um país, ou uma zona de um país, do que analisar as causas de um determinado conflito e tentar solucioná-lo através do direito ou da diplomacia", observou o magistrado espanhol, acrescentando que mesmo o Conselho de Segurança da ONU ainda não conseguiu, desde 1999, pôr-se de acordo sobre a própria definição de 'terrorismo'.

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